Economia

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O quadro recessivo da economia nacional vem se refletindo negativamente também no Tocantins, especialmente para o setor do comércio. O consumidor palmense está cada vez comprando menos. Foi o que demonstrou o resultado da pesquisa de intenção de consumo das famílias de Palmas (ICF), do mês de junho. No seu índice geral, que envolve famílias que recebem até 10 salários mínimos e aquelas que percebem mais do que esse valor mensalmente, a queda foi de 4,5 pontos - comparado a maio. Enquanto em maio o índice geral foi de 103,8 pontos, nesse mês caiu para 99,3 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda chega a 16,7 pontos. Ressalte-se que desde janeiro a intenção de consumo vem registrando quedas consecutivas.

Sobre o consumo atual, 60,4% revelaram que estão comprando menos do que no ano passado. Quanto à expectativa de consumo para os próximos meses, a maioria (48,2%) também revelou que será menor se comparada aos últimos seis meses de 2014. Outro fator apontado negativamente na pesquisa é que 68,1% disseram que o empréstimo ou o acesso ao crédito está mais difícil de conseguir.

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, não há nenhuma novidade nessas quedas. “Como o cenário econômico é ainda muito frágil, isso se reflete no consumo das famílias. Não existe outro caminho, infelizmente, todas as pessoas estão mais cautelosas na hora de comprar. Para os empresários o quadro se revela ainda pior, pois essa retração nos setores de comércio e de serviços acaba em ajustes e medidas de contenção de gastos”, afirmou Pisoni.

Diante desse cenário negativo, as famílias estão perdendo o otimismo. Dos entrevistados, a maioria, 41,4%, não acredita em uma melhora profissional nos próximos seis meses. O item condição da renda familiar atual apresentou-se positivo, quando 61,2% das famílias disseram estar satisfeitas. Já no item momento para consumo de bens duráveis, praticamente houve empate técnico, visto que 44,8% acreditam que este é um bom momento para a compra de bens duráveis e 44,4% afirmaram ser um momento ruim para esse tipo de consumo.

Realizada mensalmente pela Fecomércio Tocantins, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a ICF de junho entrevistou 500 famílias nos últimos dez dias do mês de maio. Na pesquisa, sete itens são levantados junto aos consumidores: emprego atual, perspectiva profissional, renda atual, facilidade de compra a prazo, nível de consumo atual, perspectiva de consumo no curto prazo e oportunidade para compra de bens duráveis. Esse recorte levou em conta o índice geral, ou seja, as duas categorias de famílias pesquisadas.

Por: Redação

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