Educação

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A greve dos professores e servidores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) prejudica milhares de alunos que estão há dias com as atividades acadêmicas paralisadas.Em entrevista ao Conexão Tocantins nesta segunda-feira, 29, o reitor da universidade, Marcio da Silveira, disse que em Palmas a paralisação é total. A greve começou dia 28 de maio e já completou um mês.

“Em Palmas está parado mas tem alguns campis como Gurupi, por exemplo, onde está tendo aula. Alguns cursos de Araguaína também estão funcionando normalmente”, disse. O reitor lembrou que a Universidade já está em calendário especial em razão da greve anterior e que com esta nova paralisação outro cronograma deve ser feito. “Não vai mais ser calendário único, o prejuízo é grande porque já é o acúmulo de uma quarta greve mas os alunos estão assegurados”, garantiu.

As tratativas entre representantes do Sindicato dos Servidores e o Governo Federal continuam, porém, ainda não houve nenhuma sinalização de encerramento da greve. “Oficialmente não chegou nada aqui sobre término da greve e isso só depende do Sindicato. Vai ser um calendário esdrúxulo que não coincide com o calendário civil e isso causa transtornos para universidade, para alunos e também para o professor”, frisou. 

As principais reivindicações dos docentes são: defesa do caráter público da educação, melhores condições de trabalho, garantia de autonomia, reestruturação da carreira e valorização dos professores ativos e aposentados.

Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, a greve é uma saída para pressionar o Governo Federal a ampliar os investimentos repassados às universidades federais, visto que não houve um acordo com Ministério da Educação (MEC).

O sindicato teme que o corte de R$ 9,42 bilhões no orcamento do MEC possa afetar as atividades acadêmicas. De acordo com o balanço divulgado pelo sindicato, mais de 40 instituições federais de ensino superior já aderiram ao movimento.