Polí­cia

Foto: Divulgação Os acusados chegaram a tirar fotos com o crânio da vítima Os acusados chegaram a tirar fotos com o crânio da vítima

O Ministério Público Estadual (MPE) obteve êxito em todas as teses sustentadas durante sessão do Tribunal do Júri ocorrido na quarta-feira, 08, na cidade de Itacajá. Foram levados ao banco dos réus dois dos seis acusados de assassinar com requintes de crueldade Domingos Tavares da Silva em dezembro de 2013, na zona rural do município.

Os promotores de justiça Benedicto de Oliveira Guedes Neto e Ruth de Araújo Viana convenceram o conselho de sentença de que Elieldon Almeida Ferreira e Ismael de Souza Lino cometeram o crime por motivo fútil, utilizando-se de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Os dois foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, ocultação e vilipêndio ao cadáver, recaindo sobre Elieldon Ferreira a pena 27 anos e seis meses de reclusão e sobre Ismael Lino a 22 anos e seis meses de reclusão

Outras quatro pessoas também foram denunciadas e ainda serão julgadas por participação no assassinato.

Entenda o caso

O crime teria acontecido após desentendimento da vítima com os acusados durante um jogo de sinuca, ocasião em que todos consumiam bebida alcoólica. Segundo o inquérito policial, Domingos teria vencido o jogo e negado-se a pagar as fichas, o que revoltou os demais. No retorno para a fazenda onde trabalhavam, os seis acusados revidaram provocações feitas pela vítima e o espancaram, abandonando-o, em seguida, num matagal. Duas horas depois, os agressores teriam retornado ao local e encontrado Domingos Silva, que pediu ajuda. Em vez de socorrê-lo, dois deles resolveram estuprá-lo e matá-lo. No dia seguinte, os mesmos retornaram até o local do crime e o enterraram. Passados dois meses, Elieldon Ferreira e Ivan de Sousa Ribeiro, que também participou do crime mas ainda não foi a julgamento, voltaram à região e encontraram parte dos ossos descobertos, ocasião em que beberam cachaça e, de forma macabra, tiram fotos segurando o crânio da vítima, como forma de se vangloriar pelo crime praticado. (Ascom MPE)