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Jancleane da Silva Guimarães, que é agente penitenciária desde 2003, há um ano e meio ministra curso de confecção de artesanato para as reeducandas da Unidade Prisional Feminina de Palmas. Ela conta que já passaram pelo curso, aproximadamente, 40 reeducandas. A iniciativa de ofertar cursos partiu da observação das dificuldades que elas têm de reintegrarem-se ao mercado de trabalho, após cumprirem suas penas. Os cursos acontecem desde 2013 e conta com parcerias e apoio das unidades do Estado.

São ministradas até três oficinas por semana de acordo com as demandas de cada unidade. Nas oficinas, são ensinadas confecção de bonecos de pano, tiaras, fuxicos, flores de tecido, peças em feltro, chaveiros, além de peças personalizadas para datas comemorativas; lembrancinhas. Elas também recebem encomendas de produções.

Além do trabalho na unidade feminina de Palmas, Jancleane esteve em abril passado na Cadeia Feminina de Brejinho de Nazaré, onde deu curso para dez reeducandas; e nas unidades de Lagoa da Confusão e Miracema, em junho, com 12 reeducandas no total. Em Pedro Afonso, o projeto inicia nesta segunda-feira, 13. As próximas unidades a receberem o projeto são de Babaçulândia e Figueirópolis.

Nas oficinas, Jancleane ensina o passo a passo para  para a confecção das peças, além de moldes e explicação detalhada dos gastos e lucros obtivos na atividade. “É um meio de ajudar essas mulheres na reintegração à sociedade, e oferecer uma nova oportunidade de aprendizado e a garantia de uma vaga no mercado de trabalho que possa lhes garantir autonomia”, como declarou Jancleane.

Segundo a gerente de Reintegração Social, Odina Marques Cardoso, o desenvolvimento do projeto oportuniza maior abertura social às presas. “A reinserção é uma meta cotidiana para a gestão. A humanização é o foco principal na aplicabilidade das atividades profissionalizantes dentro das unidades prisionais”, finalizou Odina.

Crochê

As presas da Unidade Prisional Feminina de Palmas também mantém o projeto de crochê, que oferece remição para cada peça produzida e vendida. Na quinta-feira, 09, duas das detentas estiveram na átrio do Fórum de Palmas, acompanhadas pela assistente social da Secretaria de Defesa e Proteção Social, para comercializar os produtos. Todos os domingos, seus trabalhos estão disponíveis para compra na Feira do Bosque, na Capital.

Paula F., que está no sistema há seis anos, estava no fórum para ajudar a vender sua produção e de suas colegas de convivência. O sistema de rodízio permite que todas possam compartilhar a experiência de comércio, que também é parte da profissionalização que o projeto propõe. Segundo ela, ao se referir à convivência coletiva de capacitação, o crochê agora já faz parte da sua rotina. "Ocupa nosso tempo e ajuda as nossas famílias. E tem a remisção, que ajuda a diminuir a distância entre nós e e nossas crianças”, explicou Paula.

Remição

A remição é benefício a que o condenado faz jus, desde que, em regra, esteja cumprindo a pena em regime fechado ou semiaberto, reduzindo-se sua pena em razão do trabalho ou do estudo. (Ascom Sedeps)