Economia

Foto: Divulgação Reginaldo Ribeiro Batista, eletrotécnico Reginaldo Ribeiro Batista, eletrotécnico

Em tempos de crise há sempre quem consiga lucrar, mas para isso é necessário, sobretudo, inovar e ter disposição para aprender. A regra, que na prática é uma saída estratégica para driblar as dificuldades momentâneas, serve tanto a empresas como para profissionais que buscam melhores posições no mercado. Reportagem sobre o tema, veiculada recentemente no Bom Dia Brasil (Rede Globo), mostrou que pessoas que investem em qualificação profissional sentem menos os efeitos da crise, assim como as empresas que investem em consultorias de inovação e tecnologia conseguem se sobressair melhor.

Empresas tocantinenses já perceberam isso e estão investindo cada vez mais em treinamentos e processos inovadores. Foi o que aconteceu com a Quatro Ventos Confecções, de Araguaína, como explica a empresária Maria Elieth Lobo, presidente do Sindicato das Indústrias de Confecção do Estado do Tocantins (Sicon/TO). “A conta de energia da minha empresa era muito alta, mas depois que participei do Programa de Eficiência Energética, oferecido pelo Senai, houve uma redução de 30%. Antes haviam interrupções constantes do fornecimento, principalmente por causa da fiação antiga, mas o problema acabou definitivamente após intervenção da consultoria”, ressalta.

Para a empresária, os investimentos em consultorias e inovação ajudaram a enfrentar a crise atual, que pouco atingiu seu negócio. Satisfeita com os resultados obtidos, ela se prepara agora para conduzir um grupo de empresários à Feira de Serigrafia Têxtil, que acontece em São Paulo de 21 a 25 deste mês. Lá vão conhecer o que há de mais moderno no setor.

Profissionais como Reginaldo Ribeiro Batista, 32, que investiu em capacitação também garante: está tirando de “letra” a crise. Ele concluiu o curso de eletroeletrônica no Senai Tocantins, uma das áreas de destaque no atual momento, segundo a reportagem do Bom Dia Brasil.  Nos próximos dias ele assume como encarregado geral da empresa em que trabalha, a Enecol, em Araguaína, com salário melhor do que o atual. “Iniciei como leiturista, passei a eletricista e agora aguardo o momento para dar um novo passo profissional em minha vida”, comemora.

Sobre o que o levou a procurar o Senai, Batista destaca que foi o reconhecimento que tem a instituição. “O nome do Senai é forte em todo o Brasil, e eu sabia disso. Hoje só tenho que agradecer a oportunidade que tive”, diz, acrescentando que não quer parar por aí, vai continuar fazendo novos cursos. “Prefiro estudar do que ficar em casa sentado na sala vendo novela ou em um boteco conversando fiado com os amigos”, finaliza.

Assim como a empresária Maria Elieth e o eletrotécnico Reginaldo, outros tocantinenses estão seguindo o mesmo caminho e conseguindo atravessar a crise sem maiores problemas. Mas todos eles têm algo em comum: investem em consultorias e qualificação. Para a empresa, o resultado é um melhor desempenho e maior competitividade, enquanto para o profissional representa a oportunidade de ter o seu próprio negócio, emprego garantido e um salário melhor.