Economia

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A situação do consumo na Capital segue preocupando o setor do comércio de bens e serviços com as quedas mês a mês registradas pela pesquisa que mede esse índice. A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias de Palmas (ICF), do mês de julho revelou uma queda de 3,4 pontos - comparada a junho. Em junho o índice geral foi de 99,3 pontos, nesse mês caiu para 95,9 pontos. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda chega a 22,4 pontos. Vale lembrar que as quedas na intenção de consumo vêm acontecendo deste fevereiro.

No quesito consumo atual 59% afirmaram que estão comprando menos do que o mesmo período do ano passado. Na perspectiva de consumo para os próximos meses, 50,7% revelaram que esta também será menor se comparada aos últimos seis meses de 2014. Outro ponto negativo é que 69,9% disseram que o empréstimo ou o acesso ao crédito está mais difícil.

Para o presidente do Sistema Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, essas quedas eram esperadas, num ano de economia recessiva. “Não há muito que fazer nesse cenário. Enquanto o consumidor está sofrendo a redução no seu poder de compra, o comerciante tem de ser criativo e inovador, além de evitar qualquer despesa extra, para enfrentar esse período de retração nas vendas”, destacou Pisoni.

Nesse quadro negativo da economia nacional, as famílias palmenses estão mesmo menos otimistas. Um total de 45,5%, não acredita em uma melhora profissional nos próximos seis meses. Já no quesito momento para consumo de bens duráveis, uma pequena maioria 46,6% disse que este é um período ruim para esse tipo de aquisição, contra 43,4% que afirmaram ser este um momento bom para esse tipo de consumo.

Os quesitos condição da renda familiar atual e a situação do emprego foram os únicos que se apresentaram positivos na pesquisa. O primeiro revelando que 56,7% das famílias afirmaram estar satisfeitas e o segundo apontando que 73,6% disseram estar mais seguros quanto a sua ocupação atual.

A ICF é realizada mensalmente pela Fecomércio Tocantins, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A pesquisa de julho entrevistou 500 famílias nos últimos dez dias do mês de junho na Capital. A ICF levanta sete itens junto aos consumidores, quais sejam: emprego atual, perspectiva profissional, renda atual, facilidade de compra a prazo, nível de consumo atual, perspectiva de consumo no curto prazo e oportunidade para compra de bens duráveis. Esse recorte levou em conta o índice geral, ou seja, as duas categorias de famílias pesquisadas: as que ganham até 10 salários mínimos/mês e as que percebem acima desse valor. (Ascom  Fecomércio)