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Foto: Rondinelli Ribeiro

O presidente do Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Ronaldo Eurípedes afirmou que "não existe mais o servidor apenas da vara criminal ou da cível. Estamos criando a secretaria unificada", disse durante a edição do projeto "Caminhos da Justiça" realizada na comarca de Axixá do Tocantins, na tarde dessa quinta-feira, 30. 

Segundo o presidente, com a implantação a mão de obra dos servidores será equalizada entre as unidades judiciárias pondo fim à individualização das varas. A medida faz parte das mudanças que estão sendo implantadas no judiciário para melhorar a prestação jurisdicional à sociedade.

Além das secretarias unificadas, o presidente do TJ/TO também apresentou o trabalho remoto, que será iniciado em Augustinópolis na segunda-feira (3/8) com servidores de Xambioá, Figueirópolis e Paranã atuando remotamente nos processos em tramitação na comarca.

"Eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu", citou o presidente, ao lembrar canção “Carolina”, do compositor Chico Buarque, para mostrar que o tempo passou e a sociedade espera do Poder Judiciário uma atuação mais célere, eficaz e moderna.

O juiz Herisberto e Silva Furtado Caldas, que foi parabenizado pelo presidente por atuar em substituição em três comarcas (Xambioá, Ananás e Axixá) e estar entre os magistrados que mais sentenciam no Estado, elogiou os projetos em implantação e pediu mais empenho dos servidores. "Se cada servidor cumprir com o seu papel e doar um pouco mais de si, vamos corrigir erros e alguns equívocos para nos tornarmos exemplo, no bom sentido, e não no mau sentido".

O coordenador de Gestão Estratégica, Estatísticas e Projetos, José Eudacy Feijó de Paiva, ressaltou que a preocupação da gestão é baixar a taxa de congestionamento atual do Judiciário. "A cada 100 processos só conseguimos julgar 33, o que dá uma taxa de congestionamento de 67%".

Até o final desta semana oito comarcas da região conhecida como bico do papagaio serão visitadas. O projeto “Caminhos da Justiça” percorrerá as 42 comarcas com o objetivo de ouvir as demandas locais e debater ideias e boas iniciativas que possam tornar mais eficiente o trabalho do judiciário. (Ascom TJ)