Polí­tica

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Preocupada com as informações divulgadas de que o diretório regional do PMDB do Tocantins presidido pelo ex-vice-prefeito de Palmas e peemedebista histórico, Derval de Paiva, teria uma semana para cumprir acordo firmado com o PMDB Nacional, a deputada federal Josi Nunes (PMDB/TO) procurou a Executiva Nacional da sigla nesta quarta-feira,12, para esclarecer tal informação.

De acordo com a deputada, o diretório nacional informou que não há nenhuma determinação direcionada ao PMDB Regional, e sim apenas a reclamação do deputado federal Carlos Gaguim (PMDB/TO), que segundo ela, estaria tentando desestabilizar o partido no Tocantins. “Todo o acordo com o grupo da senadora Kátia Abreu  foi cumprido; 50% do diretório, 50% delegados da Convenção Nacional e 50% da Executiva.  Então, eu acredito que isso seja mesmo uma atitude para desestabilizar o partido. O deputado Gaguim disse que rompeu com o Governo, que não queria cargos na gestão, mas vive cobrando via imprensa. Por que  ele não vai até o governador Marcelo Miranda e pede os cargos que ele quer?”, questionou.

 A deputada relembrou ainda, que o deputado fez campanha contra a filiação da senadora Kátia Abreu ao  PMDB e também, contra a candidatura de Marcelo Miranda ao Governo do Estado. “Quando ele viu que não tinha alternativa, teve que se aliar para resgatar sua candidatura”, completou.

No que tange as Comissões Provisórias, Josi afirma que as mesmas ficaram de ser analisadas pelo atual diretório, uma vez que existiam membros que não eram nem filiados ao partido, conforme divulgado pela própria imprensa. “Na época, eu questionei a presidente da Comissão Interventora, mas não tive se quer uma resposta.  Eu tinha a intenção de judicializar, mas fui convencida por membros do partido a não fazer”, afirmou.

Para Josi, o assunto do Tocantins na Executiva Nacional é realmente desagradável. A parlamentar  adianta que seu interesse é lutar pelos ideais do partido. “A grande questão é que todo mundo que entra no PMDB já quer ser dono. Só esquecem que o  PMDB tem caráter democrático, respeita seus membros e não é um partido de aluguel para ser colocado debaixo dos braços. Eu não tenho interesse algum por novos partidos e nem pela formação de novas siglas, a minha luta é, e continuará sendo pelo PMDB. E quero aqui, deixar claro, que não vou entrar em rota de colisão com ninguém. Quero apenas defender o partido e os verdadeiros peemedebistas e não aqueles que querem apenas usar o partido momentaneamente e com interesses próprios”, finalizou.