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Os deputados estaduais do Tocantins vão intermediar a negociação para que a greve da Educação chegue ao fim. Os parlamentares vão convidar o comando de greve do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintet) para ainda na tarde desta terça-feira, 18, discutir junto com a equipe econômica do governo quais as condições para chegar a um consenso.

A proposta foi feita pelo líder do governo, Paulo Mourão (PT) e bem recebida dentre os parlamentares presentes na sessão. “Não é o governo Marcelo Miranda que não quer dar. Isso é algo que vem sendo desrespeitado ao longo de quatro anos”, justificou o líder. Segundo Mourão o governo pretende pagar em seis vezes o retroativo de 2013, cerca de R$ 6,28 milhões, e em quatro vezes o de 2014, cerca de R$ 4,2 milhões. “ O grande impasse é justamente as progressões do ano de 2014, é o passivo dessas progressões que somam 15 mi”, explicou.

O presidente da Casa de leis, Osíres Damaso (Democratas) afirmou que a deputada federal Dorinha Seabra sugeriu a realização de uma audiência pública para ouvir a categoria porém as conversações para um consenso com relação á proposta financeira deve iniciar hoje.

“Esse Estado vem fazendo benefícios e mais benefícios sem observar o caixa é por isso que está esse descontrole econômico e financeiro não é só com os professores é com todas as categorias”, avaliou Mourão.

Vários deputados comentaram o assunto e Amélio Cayres (SD) lembrou o impasse da greve do Quadro Geral com relação à data-base quando a casa de Leis intermediou e o impasse chegou ao fim.

Os servidores da Educação continuam em greve mesmo com decisão da justiça que considerou o movimento paredista ilegal e determinou o retorno às salas de aula. O Sintet, que coordena a greve, já recorreu da decisão e da multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da decisão.

O secretário Adão Francisco reafirmou que os pontos dos faltosos, conforme determina a justiça, serão cortados e avaliou que falta sensibilidade com relação á situação que o Estado se encontra.

A greve já dura mais de um mês e milhares de estudantes estão prejudicados em todo o Estado.