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O funcionalismo federal em greve do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Universidade Federal do Tocantins (UFT), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e sindicatos realizam dois atos de protesto nesta quinta-feira (27). O primeiro deles será um ato solidário em prol da melhoria do atendimento aos pacientes de hemodiálise, às 16 horas em frente ao Hospital Geral de Palmas (HGP), perante a Fundação Pró-rim unidade de Palmas, anexo ao HGP. Em seguida, às 17 horas, os servidores continuarão os protestos em frente à Reitoria do IFTO, Av. Joaquim Teotônio Segurado, Qd. 202 sul, Lote 08. 

Os atos de protestos na capital seguem as orientações do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasef), que reúne 22 entidades representativas do conjunto de servidores das três esferas, que deliberou pela realização de um Dia Nacional de luta, em todos os estados e uma grande marcha a Brasília. O objetivo é cobrar do governo uma saída para o impasse instalado no processo de negociações com a categoria. Nesse momento, os servidores IFTO, UFT e Incra esperam que o governo apresente uma proposta alternativa ao índice de 21,3% dividido em 4 anos que a maioria absoluta da categoria rejeitou. Uma das intenções do movimento é fazer com que sejam levadas em conta perdas salariais concretas, incluindo a inflação desse ano, que pode chegar ao patamar de 10%, inflação essa que não está sendo considerada pelo o governo em sua proposta. 

Para o Movimento Unificado de Greve do Tocantins, o governo está fazendo uso da mesma tática adotada no processo de negociações de 2012, mantendo um cenário incerto para o processo até o limite do prazo para envio de propostas ao Congresso Nacional. Este prazo, pela lei orçamentária, se esgota no próximo dia 31 de agosto. Segundo o Maurício Alves, os professores e técnicos administrativos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) estão completando 90 dias de greve. Segundo Flávio Mota, representante do SINTSEP-TO, a greve dos servidores do Incra paralisa a liberação da declaração de aptidão agrícola (DAP) e pode inviabilizar o acesso Plano Safra que esperava liberar cerca de R$ 28,9 bilhões.