Polí­tica

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A deputada federal Josi Nunes (PMDB/TO) participou na última terça-feira, 25, da audiência pública realizada pela Comissão de Seguridade Social e Família, que discutiu sobre Oncologia e  o tratamento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na ocasião, um panorama sobre o câncer no Mundo e no Brasil foi apresentado pelo diretor  geral do INCA (Instituto Nacional do Câncer ), Dr. Paulo Eduardo Xavier de Mendonça, que apontou que só em 2015, já foram registrados 576 mil novos casos de câncer  no país.  A perspectiva, segundo ele, é de que em 2020, a doença seja a primeira causa de morte.

No que tange especificamente ao câncer do colo de útero, dados da Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo IBGE, apontam que  21% das mulheres de 25 a 64 anos não realizaram exame preventivo nos últimos 3 anos, fato este, que levou a deputada Josi a reforçar sobre a prevenção.

A parlamentar é autora do projeto de Lei 2565/2015, que propõe a exigência de realização do exame preventivo ginecológico entre as condições previstas para a concessão do benefício do Bolsa Família.

A tocantinense chamou a atenção para a importância do exame preventivo do câncer do colo do útero, tendo em vista que o exame popularmente conhecido como “Papanicolau” é considerado uma estratégia segura e efetiva para a detecção de lesões precursoras do câncer do colo do útero. “Em caso de descoberta precoce da doença, os índices de cura são altos e os custos do tratamento são reduzidos”, reforçou.

SUS

Já o debate sobre “Oncologia, SUS – ideias e soluções” ficou a cargo do Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Heide Gauche,que  falou sobre as diretrizes  da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito SUS .

Ao opinar sobre o tratamento de câncer pelo SUS, Josi reconheceu as dificuldades e a indignação da população apontando a descontinuidade do trabalho como um dos motivos para falta de qualidade dos serviços prestados.  “Infelizmente o quê temos visto não só no Tocantins, mas em todos os Estados, é a descontinuidade do trabalho. Um governo começa um trabalho, aí vem o outro governo quebra todo esse sistema. É sempre é um recomeço, cada governo tentando recomeçar.  Hoje,  nós temos o Governador Marcelo Miranda que  acabou recebendo  o setor de Oncologia com muitos problemas , mas ele  tem buscado alternativas. Entretanto, essa indignação com relação ao Sistema único de Saúde está por todo o País,  e não é só com os serviço de oncologia, mas com em todo o processo de saúde”, apontou.