Polí­tica

Foto: Dicom/CMP Milton Néris do PR é um dos principais defensores do prefeito Amastha Milton Néris do PR é um dos principais defensores do prefeito Amastha

O vereador Milton Neris (PR) subiu na tribuna da Câmara de Palmas na sessão desta quinta-feira, 3 de setembro, para, segundo ele, esclarecer denúncia feita pelo vereador Lúcio Campelo em que denunciou prejuízo de R$ 417 mil aos cofres públicos por compra de bandeiras. Néris criticou o que classificou de "espetáculo de denúncias na Câmara". 

Segundo Neris, a Prefeitura de Palmas, no mês de fevereiro, fez um processo comprando todos os enfeites para a páscoa e comprando dentro do processo 1.200 bandeiras com os seus mastros para enfeitar a cidade em função dos Jogos Mundiais Indígenas. De acordo com afirmações do parlamentar, no mês de junho, das bandeiras já entregues, a Prefeitura identificou que parte estava em conformidade com o edital e parte estava em desconformidade. Segundo explicou, a Prefeitura notificou a empresa responsável para que readequasse o material de acordo com o solicitado. "Existe aqui na Câmara um espetáculo de denúncias. Denúncias primárias, vazias, sem comprovação e fundamento são colocadas sem a mínima preocupação de apurar e checar os fatos", afirmou o vereador.

O vereador e líder do prefeito da Casa de Leis do município, José do Lago Folha Filho (PTN), também reforçou a defesa a Prefeitura de Palmas, desafiou Lúcio a subir na tribuna para explicar a denúncia e alfinetou. "A oposição ainda não entendeu que os palcos das eleições serão montados apenas em 2016", provocou. 

Roubo do Dinheiro Público

O vereador oposicionista Lúcio Campelo (PR) não deixou barato as afirmações dos vereadores de base do prefeito. O vereador defendeu que há roubo do dinheiro público. "Apresentamos não denúncia, mas uma afirmação clara de roubo do dinheiro público. Para vocês terem noção, a minha cidade tem 12 ou 13 dias que está sendo governada por Whatsapp, Twitter, o prefeito está no inferno da pedra, fora do Brasil e nós aqui sem prefeito governado por meia duzia de meliantes que só fazem o que ele quer e determina", frisou. 

O vereador afirmou ser natural que os vereadores Neris e Folha façam "defesa do errado, agora eu não dou conta de ser advogado do diabo. O crime é pagar antecipado aquilo que não recebeu. Não tem um mastro na prefeitura e no processo não trata nada disso. Receberam as bandeiras pela metade e comeram o dinheiro. Agora estão tentando justificar, falsificando documento", denunciou. 

O parlamentar Lúcio Campelo realizou inúmeras explicações. Segundo o vereador, as bandeiras não tem relação com os Jogos Indígenas. "Conforme o Portal da Transparência, foi pago dia 14/04 e 10/06. Hora, o processo não é para os Jogos Indígenas não! É para o aniversário de Palmas e ninguém viu uma bandeira aqui no aniversário de Palmas. Tem nada de Jogos Indígenas não! A dos Jogos Indígenas está em outro processo que eles estão comprando agora 337 bandeiras. O crime que nós denunciamos ao Ministério Público antes de vir a essa tribuna já está sendo investigado: É pagar antecipado sem ter recebido a mercadoria. Isso é improbidade administrativa!" afirmou. 

Lúcio Campelo foi além no discurso. Segundo o parlamentar, um empresário o procurou em seu gabinete e ofereceu propina para que não denunciasse o esquema. O vereador disse ter toda a conversa gravada. "Veio no meu gabinete oferecer propina para não denunciar. Não vou ficar de mentiroso!", enfatizou. 

O também oposicionista, vereador Júnior Geo (Pros), disse ter causado estranheza os dados contidos no processo. “O objeto desse processo é aquisição de enfeites para a páscoa e para o aniversário de Palmas aí apresentaram no final do processo alguns ofícios datados do mês de julho, do mês de agosto sendo que a páscoa e o aniversário de Palmas já tinham passado. E nesse documento dizendo que ainda vai entregar a mercadoria”, afirmou Geo e Campelo completou: “O crime está aí!”, disse.

Prefeito viajando 

Enquanto o clima esquenta Casa de Leis da capital e fica cada vez mais carregado de denúncias contra a gestão do prefeito Carlos Amastha, pelo Twitter, o prefeito, que está na Russia, disse, nesta quinta-feira, que não poderia deixar de comer o caviar russo. "Mesmo morrendo de cansaço, vim correndo na galeria do lado da Praça Vermelha. Rússia sem caviar, nem pensar Kkkk. Caro", afirmou.