Cultura

Foto: Tharson Lope

Foi realizado na manhã desta quarta-feira, 23, no Café Literário do 9º Salão do Livro, um ciclo de palestras sobre a dança da sússia, com a presença de Vanderlei Lourenço, da Fundação Palmares; Eliane Castro de Souza, da Gerência de Cultura da Secretaria da Educação e Noeci Carvalho, da UFT do campus de Arraias.

Vanderlei explicou que a Fundação Palmares está promovendo palestras em vários estados sobre a cultura afro-brasileira. “A nossa intenção é resgatar as manifestações culturais das regiões, para difundi-las e preservá-las. Desses ciclos de palestras iremos produzir um material para publicação”, explicou.

Eliane falou sobre o inventário que está fazendo sobre a sússia, sua importância para as comunidades quilombolas, suas características e influências na vida das pessoas. Na ocasião, foi exibido um documentário sobre a sússia com depoimentos históricos de como a tradição é passada de geração a geração.

Uma das relíquias da sússia, segundo Eliane, é o tambor feito de barro que está quase extinto. A senhora Josefa Pereira, de Almas, conhecida como Josefa do Tambor, é uma das que tentam preservar a cultura e a arte, presentes na dança.

Noeci retratou a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Reis, Rainhas e Congos: sociabilidade afro-brasileira no Arraial de Monte do Carmo.

A professora Noeci explicou sobre os seus estudos em busca de documentos históricos sobre a Irmandade. Ela também falou de sua influência na vida das pessoas, como organização para solucionar questões relativas à saúde, aos enterros e aos cultos dedicados a santos como São Benedito, São Gonçalo, Nossa Senhora das Mercês e o Divino.  “Essas manifestações tiveram origem na Europa Medieval e veio para o Brasil por meio da colonização, e há variações em cada região”, esclareceu Noeci.

Todos os estudos sobre a história dos negros estão sendo reunidos em publicações para que auxiliem os professores nas salas de aula sobre as discussões sobre o tema.