Polí­tica

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A união do Legislativo em defesa da viabilidade financeira do Estado foi o que o deputado Valdemar Júnior (PSD) pediu na tarde desta quarta-feira, dia 23. O parlamentar comentou a notícia veiculada na imprensa local de que o governo está impedido de receber transferências voluntárias e firmar convênios com a União, ressalvadas as transferências constitucionais como o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do ICMS.

Valdemar citou uma ação do governo Sandoval Cardoso que aplicou 23,92% do orçamento com educação e não alcançou os 25% mínimos exigidos pela Constituição. Para o deputado, “a herança que alguns chamam de maldita se esparrama ao longo de 2015 e não será debelada hoje”.

“Criticar o governo é fácil”, disse Valdemar. “Mas por cautela e prudência, a Casa de Leis deveria concentrar esforços para ajudar não ao Executivo, mas ao Tocantins. Com o sentimento de união, de abrir mão da vaidade política, venho conclamar os colegas para fazermos um Tocantins diferente”, concluiu.

Resposta

Em seguida, o deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) usou a palavra para explicar sua posição. “Não será este Parlamento que irá faltar com o Governo do Estado para a travessia da crise”, disse Eduardo. “Apenas temos que demarcar um território de responsabilidade para que o bolso do contribuinte não seja o destinatário final de todos os erros”, ressalvou.

Eduardo usou como exemplo de sua posição a gestão da Capital. Para ele, apesar de suas divergências com Carlos Amastha (PSB), o prefeito se preparou melhor para enfrentar a crise do que os governos do estado e federal. “Penso que o BRT deveria ser adiado e que a prioridade número 1 seja a Saúde. Assim pauto a minha atuação. Apoio a postura fiscal, mas discordo das prioridades”, disse.