Polí­tica

Foto: Divulgação

A greve dos professores de Palmas foi motivo de discussão na sessão desta terça-feira, 6, na Câmara de Palmas. O vereador Júnior Geo (Pros) afirmou que a gestão municipal fala inverdades em relação à Educação e tenta jogar a sociedade palmense contra os professores. "Para a gestão é mais fácil jogar para a imprensa que o salário inicial de professor está em R$ 3.900 quando ela comete inverdade no que fala. Inverdade porque a própria gestão contratou 33 professores P2, graduados pelo salário de R$ 1.000 em 40 horas semanais. Quando ela afirma que está investindo em titularidades, em progressões, que está pagando bônus através de meritocracia, quando nós temos mais de 1.700 professores com processos que ainda não foram pagos", afirmou. 

O vereador disse ainda que a greve só foi iniciada porque a atual gestão recusou-se a negociar. Ainda de acordo com o parlamentar, a educação de Palmas vive um caos e completou: “Chegamos numa situação em que teremos prejuízos provocados única e exclusivamente pela gestão", disse. 

O vereador governista Milton Neris (PR), da base do prefeito Carlos Amastha (PSB) disse não entender os motivos para deflagração da greve. O vereador afirmou que o salário que se paga aos professores de Palmas é um dos melhores do País e que o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Palmas (Sintet), Joelson Pereira, está usando a educação para fazer trampolim político, não pensando nas 37 mil crianças que serão atingidas pela paralisação. “Queria pedir aos professores que não entrem na onda desse Sindicato!”, disse.

Uma das reivindicações da categoria em greve é a fixação de 30% do orçamento do município para a Educação. Milton Neris criticou: "Em que lei está escrito que tem que ter 30%? Quem vota lei orçamentária é a Câmara Municipal não é o senhor presidente do Sindicato dos Professores", provocou. 

O presidente da Câmara, vereador Rogério Freitas (PMDB) também entrou na discussão. Segundo Freitas, falta diálogo por parte do Sindicato. “Eles estão querendo fazer politicagem em garupa, na minha não faz! Eu só voto orçamento depois que a greve acabar. Quem vota orçamento é vereador não é Sindicato não! Estão achando que a Câmara é como chambari que amolece com pressão. Eu não amoleço com pressão!”, afirmou. 

Lúcio Campelo (PR) disse ser contra a greve mas que é preciso sensibilidade da gestão de Palmas. De acordo com Lúcio, é necessário discussão sobre as pautas para que a greve não prejudique os estudantes. 

Hiram Gomes (PSBD) pediu aos professores reflexão. "Que o professor faça uma reflexão a respeito da oportunidade dessa greve já quase que no último terço do ano letivo e o tipo de prejuízo que isso vai provocar à sociedade de Palmas", disse. 

Greve na Educação 

Os professores da rede municipal de ensino de Palmas aprovaram indicativo de greve no dia 29 de agosto, em busca de um posicionamento da Prefeitura de Palmas em relação às dificuldades encontradas pela categoria. 

Já no dia 30, os educadores avaliaram uma proposta de negociação da Prefeitura de Palmas, e decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado. O presidente do Sintet em Palmas, Joelson Pereira, afirmou em entrevista ao Conexão Tocantins que haverá ato público nessa quarta-feira, 7. 

Reivindicações apresentadas 

1 - Não aceitação de imposição da data para reposição do dia 29 de Agosto (A comunidade escolar deve decidir e não apenas a "equipe diretiva");

2 - Climatização das salas da U.E;

3 - Retirada do PL/25(Descaracteriza o PCCR);

4 - Revogação do Projeto do "Salas Integradas";

5 - Cumprimento integral do PCCR (Eleições para Diretores(as) Escolares; Pagamento das progressões e titularidades e o Fim da Meritocracia);

6 - 30% do Orçamento para Educação;

7 - Reajuste a partir do custo Aluno;

8 - Revisão da Modulação;

9 - Pagamento do 1/3 de férias.