Palmas

Foto: Divulgação
  • Educadores de Palmas em manifesto em frente a Prefeitura de Palmas
  • Manifesto dos educadores de Palmas

O movimento grevista dos professores da rede municipal de Palmas parou a Avenida JK na manhã desta quarta-feira, 7, com bandeiras e faixas pedindo mais respeito á área por parte da prefeitura da capital. Os professores cobram o pagamento das progressões, das férias dentre outros direitos. Mais de 30 mil alunos estão sem aulas em razão da greve. Segundo levantamento parcial dos organizadores centenas de pessoas participam do movimento.

A manifestação chamou a atenção de todos que passaram pela Avenida na manhã de hoje além disso líderes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação - Sintet discursaram e cobraram que a prefeitura pague os benefícios garantidos em lei além de melhores condições nas escolas. Outro assunto que gera insatisfação é a substituição de professores por monitores.

O assunto repercutiu na Assembleia Legislativa e foi levado á tribuna pelo deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD). “ É um movimento organizado da secretaria com uma bandeira de mais de 30 metros pedindo respeito á Educação. As reivindicações precisam ser debatidas o prefeito não pode achar que é o todo poderoso e tem que debater com os sindicatos”, defendeu.

O parlamentar sugeriu uma audiência pública na Comissão de Educação na casa de leis para ouvir os representantes da Educação. “Eles precisam ter ressonância e aqui é uma casa de ressonância popular”, disse.

Segundo Wanderlei, o prefeito está montando um investimento de R$ 30 milhões de dólares gerando mais de 1.500 servidores no exterior enquanto demite servidores e corta salários na capital. “Enquanto gera emprego na Colômbia, profissionais da educação fazem greve na cidade onde ele administra porque não tem os direitos assegurados.  Aqui nas salas de aula com clima de 40 graus alunos estudam sem sequer ter um ventilador.  Não acredito que esta seja a nova modalidade de governo, não creio que essa seja a maneira de governar. Importamos um prefeito da Colômbia e ele exporta os recursos daqui para lá”, frisou.

Na rede social o prefeito Carlos Amastha (PSB) começou o dia comentando o assunto e atribuiu a manifestação á questões políticas. “Bom dia Palmas.Infelizmente hoje temos que cuidar da greve na educação.Eminentemente política. Difícil lidar.Porem,parte do processo.Pena”, disse.

Reivindicações

Segundo o sindicato, dentre as 72 unidades de ensino do município, apenas a escola Maria Júlia Amorim, localizada no Jardim Aureny III, não aderiu ao movimento grevista. Conforme o Sintet, a greve foi aprovada pois a Prefeitura de Palmas não apresentou propostas para as reivindicações da categoria. Os professores reivindicam a retirada do projeto de lei que altera o plano de cargos, carreiras e remuneração, pedem a revogação do projeto da prefeitura de salas integradas, além do pagamento do abono salarial no valor de 1/3 das férias. 

A categoria pede ainda, salas climatizadas, eleições diretas para diretores, pagamento das progressões e que 30% do orçamento do município seja destinado à educação. Em nota a Prefeitura de Palmas disse que o movimento grevista é inoportuno e pediu o bom senso dos professores.