Saúde

Foto: Heitor Iglesias

Em preparação para uma possível demanda excepcional durante a ocorrência da primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas, que acontecem em Palmas entre os dias 23 de outubro e 1º de novembro, o Laboratório Central em Saúde Pública (Lacen), da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), oferece atualização sobre análises de agentes patogênicos de interesse para saúde pública, como a cólera e doenças de transmissão hídrica e alimentar.

O treinamento é ministrado pela coordenadora do Laboratório Nacional de Referência de Enteroinfecções da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a doutora em Bacterologia, Dália dos Prazeres Rodrigues. O treinamento está acontecendo nos laboratórios do Lacen, em Palmas.

A proposta é oferecer aos técnicos que realizam análise laboratorial embasamento prático e teórico acerca de possíveis agentes patogênicos de risco que possam gerar demanda laboratorial por ocasião da vinda de 2.200 indígenas de diversas etnias e visitantes de mais de 30 países diferentes.

Para esses casos, no Tocantins, o Lacen é o laboratório de referência para atender uma demanda excepcional necessária por ocasião do evento, como possíveis surtos.

Preparação

“É a oportunidade de discutirmos todos os patógenos que são de relevância em saúde pública e que podem vir a representar condições de risco durante a ocorrência de grandes eventos ou até posterior ao evento, que pode acarretar impactos ambientais e na população local”, explica a doutora em bacterologia Dália, enfatizando o papel fundamental do Lacen na vigilância e na complementação da oferta de cuidado à população.

Dália é tida como referência nacional e tem ampla experiência em pesquisa e atuação laboratorial, tendo também oferecido treinamento de preparação a técnicos de outros estados brasileiros por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, em 2013, e da Copa do Mundo de Futebol, em 2014.