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O articulador dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), Marcos Terena, mostrou em entrevista ao Globo Esporte/TV Anhanguera  nesta quarta-feira, 14, estar descontente com a infraestrutura apresentada até o momento aos JMPI. "A gente observa que as ocas que foram desenhadas (projetadas) não são essas. O que está sendo apresentado é meio que círculo e isso não corresponde a expectativa dos povos indígenas", afirmou. 

Terena afirmou que será realizada uma varredura em todas as obras de sexta-feira para sábado, próximos, para saber se estão de acordo com a sustentabilidade ambiental. "Vão vir aí os indígenas que vivem no gelo, na Sibéria, então a gente quer considerar tudo isso, não é só fazer um palco iluminado de qualquer jeito. Tem que ver se vai ter água, se vai ter luz, se vai ter som, por isso o governo brasileiro destacou esse recurso de alto valor, mais de R$ 20 milhões para fazer essas obras", frisou. 

Ainda de acordo com Marcos Terena, todas as obras deveriam ser entregues dia 15. "Que é o prazo que os construtores deram pra gente. Tivemos a experiência em Cuiabá muito catastrófica e eles tiveram lá. Então eles ficavam brincando: A não vai ser igual a Cuiabá! Mas está meio parecido né!", disse. 

Segundo Terena, até o dia 19, dois mil indígenas já estarão em Palmas. "Hoje está visitando Palmas a segurança da presidente Dilma (Rousseff). Hoje mesmo já chega uma turma da equipe de trabalho e a delegação mesmo começa a chegar no final de semana", completou. 

Jogos Indígenas 

O I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), acontecerão de 23 de outubro a 1 de novembro de 2015 em Palmas (TO), com a presença de mais de dois mil atletas de 30 países. Ao todo serão 13 dias de programação, sendo que nos primeiros três dias de evento.

Do Tocantins, participarão apenas três etnias: Karajá, Javaé e Xerente. Os Krahôs e os Apinajés decidiram não participar dos Jogos.