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Foto: Divulgação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/TO), ocuparam a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) na manhã desta última segunda-feira, 19. Segundo o MST, o objetivo foi reivindicar a construção de escolas no campo e melhoria do transporte escolar. 

De acordo com o movimento, o MST, atualmente, encontra-se territorializado em 14 municípios com 15 assentamentos, com cerca de mil famílias acampadas no Tocantins. "Um contingente populacional que vivem à margem dos direitos educacional por parte do Estado", informou o MST. 

Secretário da Educação 

O secretário da Educação, Adão Francisco, por meio da rede social Facebook, disse ter sido surpreendido com a presença de integrantes do MST e explicou:"Os recebi na entrada do prédio e a uma comissão no gabinete, na presença dos "sem terrinhas". Com franqueza, sinceridade, emoção e responsabilidade, discutimos a Educação do Campo no Tocantins e avançamos na construção de uma agenda positiva", afirmou e completou: "Que a Educação seja de fato um direito de tod@s!", finalizou. 

Confira a pauta de reivindicações exigida pelo MST: 

·  Implantação imediata de uma politica que discuta e defina projetos de construção de Escolas do Campo nos assentamento do MST, com as proposta discutidas junto com o movimento;

·  Melhoria imediata no transporte escolar de modo que atenda de forma decente os alunos dos assentamento e acampamento, pois, todos estão com o ensino aprendizagem extremamente comprometido devido o descompromisso com a Educação por parte das Secretarias da Educação dos  municipais que  fazem questão  de precarizarem cada vez mais a Educação no Campo;

·  Implantação de Escolas de alfabetização de jovens e adultos bem como reforço escolar para crianças nos acampamento e assentamentos do MST no Estado do Tocantins, em parceria com o movimento, de acordo com a necessidade da comunidade;

· Instalação de locais onde os Camponeses possam desenvolver atividades relacionados a Culturas, Esporte, equipamentos de informática com acesso  a internet  – Telecentros nos assentamentos;

· O desenvolvimento de ensino integrado à formação de cursos técnicos voltados para camponeses;

· Melhoria no atendimento relacionado à merenda e refeição escolar através da aquisição dos produtos agrícolas produzidos pelos camponeses assentados da reforma agrária;

·  Implantação de Escolas e de Projeto Politico Pedagógica de Educação que vá de encontro às realidades de cada comunidade, observando faixa etária de/por idade e os níveis de ensino a ser desenvolvida em cada localidade de modo a não comprometer a convivência e vivência familiar e nem a reprodução social da classe- camponesa;

·  No geral entendemos que todas as pessoas que vivem no campo têm o direito à educação publica, gratuita, de qualidade e em todos os níveis no local em que residem.