Polí­tica

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A discussão sobre a organização dos Jogos Mundiais Indígenas que acontecem em Palmas/TO movimentou a sessão da Assembleia Legislativa do Tocantins nesta terça-feira, 27.  O deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD) repercutiu na tribuna sobre os Jogos Mundiais Indígenas e criticou a organização. “Tivemos verba definida e quem se candidata para um projeto dessa natureza precisa ter planejamento, fiquei triste quando vi o (Marcos) Terena falando que estava faltando água para os indígenas tomarem”, disse.

Ele falou de algumas manchetes de jornais e abordou a queda da estrutura do refeitório dos indígenas na semana passada, além de questionar os recursos que foram liberados para o evento. Segundo ele, não houve nem arbitragem para os jogos. “O prefeito visitou o mundo inteiro usando as verbas no entanto não qualificou servidores e até os jardins que foram feitos quem estava fazendo é a Agesp. Para onde foram os milhões de reais destinados para os jogos. Na abertura os índios estavam do lado de fora porque o prefeito estava com medo de tomar vaias, o palmense e o tocantinense não teve acesso”, disse.

Segundo ele, os indígenas se deslocaram para serem maltratados aqui. “Não vão deixar nada para o povo de Palmas e para as etnias tocantinenses”, frisou. O parlamentar abordou ainda as críticas feitas por vários setores e pelos próprios indígenas. “Se pegou uma incumbência tão forte tinha que planejar e fazer os investimentos, não foi feito nem licitação”, disse.

Ainda segundo o deputado, na cerimônia de abertura as representações comunitárias deveriam ter tido espaço para participar. Apesar das críticas, o deputado elogiou a participação dos indígenas. No fim de sua fala, o parlamentar pediu que a organização faça uma vistoria da estrutura para que não ocorram acidentes até o final dos jogos. 

Aliado tenta defender 

O deputado Ricardo Ayres (PSB) tentou defender o prefeito e disse que a capital e o Estado ganharam notoriedade com o evento. “Nós entramos para a história com a realização desse evento”, disse.

Apesar de ter parabenizado os governos municipal, estadual e federal pela organização do evento, Ayres disse que todos os problemas aconteceram porque os jogos indígenas se realizaram, "se não houvesse os jogos não haveria os problemas inerentes à sua organização”, afirmou.

Mais Críticas

O presidente da Casa de Leis, Osíres Damaso (DEM) criticou a restrição na abertura do evento. “Todos os eventos públicos os políticos querem que a população compareça e esse foi só para líderes infelizmente”, apontou.