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Foto: Aldemar Ribeiro

Dificuldades de circulação para pedestres, problemas de estacionamento, fluxo de veículos de carga, pontos de difícil acesso nas cidades e transporte coletivo de baixa qualidade foram alguns dos problemas discutidos no último dia da oficina do Plano de Mobilidade Urbana promovida pelo programa Capacidades, do Ministério das Cidades. Na ocasião, prefeitos, gestores municipais e estaduais e representantes da sociedade civil atuantes no setor discutiram possíveis soluções para problemas de mobilidade urbana.

A  oficina teve início nessa quarta-feira, 04, na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas e é fruto de uma parceria entre Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Desenvolvimento regional, Urbano e Habitação (Sedruh) e Ministério.

Para o diretor de Cidadania e Inclusão Social do Ministério, Marco Antônio Vivas Motta, a mobilidade urbana é um tema de vital importância para o planejamento das cidades. “O objetivo primordial do plano de mobilidade urbana é ampliar o acesso de todos ao uso dos espaços comuns nas cidades. Para que isso aconteça de forma efetiva, o plano deve estar alinhado e articulado com outras políticas públicas”, enfatizou.

O superintendente de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano da Sedruh, Walfredo Antunes, frisou que um dos grandes desafios para melhorar a mobilidade é inverter a priorização do uso do espaço urbano. “Atualmente, ainda temos cidades que priorizam a  circulação de veículos motorizados, trazendo uma série de problemas ambientais, sociais e econômicos. Precisamos mudar o foco desse planejamento urbano, priorizando o pedestre, bicicletas e transporte coletivo de qualidade”, explicou.

Planos municipais

De acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012), todos os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar seus Planos de Mobilidade Urbana. No Tocantins, apenas a capital Palmas deu início a esse processo. Os municípios restantes não fizeram e assim ficam desabilitados de receber recurso do governo federal para esta área.

“No caso de Palmas, temos uma situação de certa forma confortável do que os demais municípios porque a cidade é planejada. Estamos trabalhando na elaboração do nosso plano de mobilidade juntamente com a revisão do plano diretor da cidade”, destacou Joseísa Furtado,  diretora de Planejamento e Projetos da Secretaria Municipal de Acessibilidade, Trânsito e Transporte de Palmas