Economia

Foto: Antônio Gonçalves

Depois de sofrer um pequeno aumento no mês passado, o endividamento das famílias palmenses voltou a diminuir. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), em novembro, 70,8% encontram-se endividados, contra 73,6% de outubro. A diminuição entre os dois meses foi de 2,8%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a redução foi de 6,4% já que em novembro de 2014 esse índice estava em 77,2%. A PEIC é uma realização mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Fecomércio Tocantins. 

Para o presidente da Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, o quadro do endividamento da Capital reflete o cenário da economia nacional. “As famílias palmenses estão conscientes que este não é o momento ideal para a contração de dívidas. Nessa conjuntura de recesso, o setor do comércio é quem mais perde, infelizmente”, frisou Pisoni. 

O cartão de crédito continua sendo o grande vilão das dívidas, respondendo por 69,5%. Em seguida ficou o financiamento de veículo com 28,6% e, em terceiro, o uso do carnê, acusado por 28% dos entrevistados. 

Com relação às contas em atraso, 83,6% das famílias disseram que não as possuem.

Aquelas que disseram ter condições de pagar as dívidas em atraso somaram, entre as que podem fazê-lo total ou parcialmente, 97,3%. Das que não conseguirão quitar essas dívidas, responderam apenas 0,3%.

O prazo entre 30 e 90 dias continua sendo apontado pela maioria (43,2%) quanto ao tempo de pagamento das dívidas. Já o tempo médio para esse pagamento ficou em 47 dias. O tempo de comprometimento com as dívidas mais apontado foi o de mais de um ano, citado por 54,7% das famílias. O tempo médio de comprometimento com as dívidas ficou igual ao de outubro, ou seja, em 8,7 meses. 

Dentre os endividados, 68,4% responderam que gastam entre 11% e 50% da renda com o pagamento das dívidas. Enquanto o comprometimento médio de renda registrou 33,1%. 

A PEIC de novembro entrevistou 500 famílias palmenses divididas em duas categorias: as que ganham até 10 salários mínimos ao mês e as que recebem mais de 10 salários mínimos. Os números aqui destacados são do índice geral, ou seja, das duas categorias pesquisadas. A pesquisa foi realizada nos últimos 10 dias do mês de outubro de 2015. A PEIC analisa os seguintes itens: nível de endividamento; tipo de dívida; famílias com contas em atraso; condição de pagamento da dívida em atraso; tempo de pagamento em atraso; tempo de comprometimento com dívidas; e parcela da renda comprometida com dívidas.