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Foto: Divulgação Profissionais de 16 hospitais do Estado aderiram à greve Profissionais de 16 hospitais do Estado aderiram à greve

A Secretaria Estadual da Administração (Secad) emitiu nota de repúdio contra a greve dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Tocantins. Nesta última quarta-feira, 9, os profissionais da saúde do Hospital Geral de Palmas e do Hospital e Maternidade Dona Regina aderiram à greve, somando 16 hospitais estaduais no movimento paredista.

A situação vem sendo arrastada pelo Estado desde o início de janeiro de 2015, quando era para ter iniciado o pagamento das progressões e do retroativo do adicional noturno conforme acordo celebrado com a categoria em setembro de 2014. 

A Secretaria da Administração afirma que alguns compromissos honrados foram a publicação e incorporação das progressões funcionais devidas até dezembro de 2014, o pagamento integral da data-base, pagamento salarial em dia, garantia de estabilidade de servidores em estágio probatório, pagamento da insalubridade em dia.

Diante disto a Secretaria da Administração entende que não há motivação para a continuidade do movimento paredista, e, por isso, adotará todas as medidas legais cabíveis para impedir que a população seja prejudicada com a continuidade da greve, “que é tão somente uma demonstração de intransigência da categoria”, diz a nota da Secad.

Confira abaixo a nota na íntegra.

Nota de repúdio ao movimento paredista da Saúde

A Secad - Secretaria da Administração reitera que melhorar as condições salariais de todos os seus servidores é uma das premissas do Governo Marcelo Miranda, mas enfatiza as sérias dificuldades vivenciadas ao longo deste ano e o esforço extremo para honrar compromissos com seus diversos quadros funcionais.

Muito já foi feito ao longo desde ano, sendo que uma das categorias mais beneficiadas foi a dos profissionais da Saúde. Dos R$ 33.765.445,25 herdados da gestão passada e devidos a categoria, o Governo do Estado já honrou R$ 12.653.326,91 em pagamentos parcelados dos passivos dos adicionais de insalubridade e noturno. Lembrando que o acordo firmado previa o início do pagamento em setembro, mas o Governo antecipou para maio, com o objetivo de ajudar os servidores que fizeram antecipação junto ao Banco do Brasil confiados nas promessas do governo passado.

Outros compromissos honrados foram a publicação e incorporação das progressões funcionais devidas até dezembro de 2014, o pagamento integral da data-base, pagamento salarial em dia, garantia de estabilidade de servidores em estágio probatório, pagamento da insalubridade em dia.

Mesmo assim, a categoria deflagrou movimento paredista, tendo como justificativa, um atraso de sete dias de duas parcelas (julho-agosto) do adicional noturno, no valor R$ 1.314.000,00. Mais que isso, mesmo o Governo do Estado liberando pagamento imediato deste montante, como parte do acordo para o fim da greve, e o Governador em exercício confirmando disposição para discutir, juntamente com a categoria e o secretário da Saúde melhorias nas condições de trabalho, a categoria decidiu prejudicar milhares de tocantinenses que dependem do sistema público de saúde ao não retomar suas atividades normais!

A Secretaria da Administração entende que diante destes fatos, não há motivação para a continuidade do movimento paredista, e por isso adotará todas as medidas legais cabíveis para impedir que a população seja prejudicada com a continuidade da greve, que é tão somente uma demonstração de intransigência da categoria.