Saúde

Foto: Camilla Negre

Representantes de diversas entidades públicas, privadas e sociedade civil organizada compareceram nesta terça-feira, 15, à reunião de reativação do Comitê Estadual de Mobilização Social contra o Aedes Aegypti, organizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) com o intuito de articular planos de ação e estratégias para sensibilização da sociedade com relação ao controle do mosquito transmissor da dengue, zika e febre de chikungunya.

As instituições que compareceram à reunião manifestaram disposição em compor o novo comitê e em colaborar entre outras atividades, na coordenação, avaliação e acompanhamento de ações de mobilização social em âmbito estadual.

Na próxima reunião agendada para o dia 19 de janeiro de 2016, elas devem apresentar um plano de trabalho e ações de combate ao vetor que serão discutidas na ocasião.  Até o dia 5 de janeiro as instituições se comprometeram de enviar as propostas desse plano de trabalho à Sesau.

Na ocasião, o subsecretário de Estado da Saúde, Gustavo Bottós, enfatizou que a responsabilidade é de todos e que intenção é ampliar a participação das entidades. “Nós queremos fazer com que cada ator tenha sua atuação efetiva, pra isso que o comitê fez o chamamento dessas entidades, para que cada uma dentro de seu âmbito de atuação possa combater o vetor. Não é uma obrigação do poder público somente. Se não houver o engajamento de todos os atores sociais, esse trabalho fica comprometido”, pontuou.

Articulação

A diretora estadual de Doenças Vetoriais e Zoonoses da Sesau, Mary Ruth Glória, explicou que um dos objetivos do comitê é agregar novos parceiros e dividir responsabilidades em ações voltadas para o controle dessas doenças e no combate ao mosquito. “O Estado vem trabalhando insistentemente no combate ao vetor, mas o que percebemos é que isso não está sendo suficiente. A saúde sozinha não vai conseguir solucionar um problema que é da sociedade. Precisamos, sim, dividir responsabilidades e compartilhar compromissos”, reforçou Mary Ruth.

Parcerias

O médico do Trabalho e coordenador da área de saúde da Odebrecht Ambiental/Saneatins, Eduardo Godinho, disse que a empresa irá contribuir e planejar ações de combate ao vetor. “Temos como planejamento colocar nas contas de água dos usuários, informações reais de como combater o vetor e a melhor forma de se prevenir, orientando a população sobre o que é mito e o que é verdade. Além disso, já vem sendo feito um trabalho para conscientizar os cerca de 1300 funcionários da empresa, a ideia é que eles sejam multiplicadores dentro de suas famílias e comunidade” disse Godinho.

Representando a Secretaria de Estado da Ação Social (Setas), Terezinha Maria de Jesus, informou como a secretaria vai contribuir com o comitê desenvolvendo ações de combate. “Temos um grande alcance junto às famílias que são beneficiadas por programas sociais. Por isso, mobilizaremos todo esse pessoal. Vamos elaborar o plano de trabalho, todos devem entender que esse é um problema social que precisamos combater”, acrescentou Terezinha.

Já a presidente da Associação Tocantinense de Biólogos, Renata Acácio, informou que mais de 130 biólogos participam da associação e que o órgão pretende fazer um trabalhado de conscientização com todos esses profissionais para que se tornem multiplicadores e suas regiões. “Temos muitos biólogos atuando na área da educação em saúde, temos abertura muito grande nessas áreas para contribuir de forma efetiva, acrescentar.

Também foram convidados órgãos de diferentes segmentos dos setores público, privado e do terceiro setor. Entre os presentes estavam representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Municipal de Turismo de Palmas (Agetur), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar (PM), Exército, Federação de Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), Ministério Público Estadual (MPE), além de secretarias estaduais, conselhos e associações classistas, universidades públicas e privadas e empresas privadas.

Doenças Vetoriais

Neste ano foram notificados no Tocantins 16.824 casos suspeitos de dengue, 38% deles foram confirmados para a doença no Estado. Com relação à zika, até o momento, seis casos foram registrados em todo o Estado, sendo quatro deles em Palmas, um em Araguaína e um em Colinas do Tocantins. Desde a introdução da febre de chikungunya no Brasil, nenhum caso foi diagnosticado no Tocantins até o momento.