Polí­tica

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O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) criticou nesta terça-feira, 2 de fevereiro, o que classificou de "falta de compromisso” e “definição de prioridade da gestão" em relação à crise da saúde do Tocantins, agravada com a paralisação dos médicos, enfermeiros e relatos de falta de materiais, insumos e até alimentação para os profissionais que trabalham nos hospitais. "Algo precisa ser feito. Este não é o choque de gestão que a população esperava", alfinetou. 

Para o senador, tanto no Tocantins quanto no âmbito do Governo Federal, falta compromisso e definição de prioridades. "O que falta é gestão de qualidade, falta compromisso e definição daquilo que deve ser prioridade", salientou.

O senador cobrou o governador Marcelo Miranda (PMDB) que defina a área da saúde como prioridade da gestão. "É notório que aquilo que é prioritário, que é a saúde da população, não tem tido o devido valor que merece", disse.

Ele justificou a frase ao citar dados do orçamento deste ano do Governo do Estado. "Mais que dobrou o orçamento da área de comunicação, que saiu de R$ 11,7 milhões no ano passado para R$ 23,6 milhões em 2016. E o Dertins, que era de R$ 467 milhões, será R$ 545 milhões este ano. Já a saúde cresceu 1,8%", complementou. 

Ataídes também se disse perplexo ao ver, por meio de redes sociais, fotos da alimentação servida no Hospital Geral de Palmas (HGP), o principal do Estado. "Triste, lamentável", declarou.

No Senado 

O senador disse que as críticas são uma forma de alertar a população e cobrar responsabilidade do governo. No Senado, apenas em dezembro, ele conseguiu empenhar mais de R$ 8 milhões em emendas que beneficiam 25 municípios do Estado. Desse total, quase a metade foi para a área da saúde: R$ 3,7 milhões. Os recursos são destinados a reforma e compra de equipamentos para hospitais. "Todos devemos fazer nossa parte, mas com responsabilidade que a situação merece. Dinheiro não falta, o problema é como administrar esse dinheiro", disse.