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Em pronunciamento na abertura do Ano Judiciário no Estado, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Tocantins (OAB-TO), Walter Ohofugi, destacou avanços no sistema, ressaltou que neste momento de crise financeira há necessidade de ainda maior zelo com recursos e pediu ajustes para melhoria das condições de trabalho dos advogados no interior, principalmente, e na capital.

“Vivemos em um momento de grande dificuldade financeira no país e no Estado. Da mesma forma que estamos fazendo na Ordem, onde administramos os recursos dos advogados do estado, pedimos o necessário zelo com recurso público que o senhor administra”, citou Ohofugi, ao representar, como presidente da instituição, cerca de 7 mil advogados.  

Entre os avanços, Ohofugi citou a consolidação do E-Proc. Já sobre os “ajustes”, pediu melhoria da estruturas nas comarcas do interior e dos espaços utilizados para o advogado trabalhar. “Na capital, precisamos normatizar melhor o escalonamento dos processos em julgamentos para que os advogados que fazem sustentação oral não tenham que esperar tardes inteiras para poder proceder com a correta defesa dos interesses de seu cliente”, defendeu.

Ohofugi também reivindicou criação de juizados especiais das Fazendas Públicas nas três maiores comarcas do Tocantins: Palmas, Araguaína e Gurupi. Além disso, lembrou a necessidade da construção do fórum de Araguaína. “É uma obra de extrema necessidade para a região norte do estado que sofre com instalações absolutamente inadequadas para os desenvolvimentos das atividades do Poder Judiciário”, declarou. 

Ele colocou a OAB-TO como parceira na implementação dessas melhorias. “Em algum momento, os interesses do tribunal e da ordem podem não ser os mesmos, mas as divergências serão o caminho para melhoria do sistema como um todo”, argumentou.

Ainda sobre esse tema, Ohofugi ressaltou a participação dos advogados que foram “incansáveis na reivindicação de melhorias das condições de trabalho”.

Ele afirmou que a OAB-TO será “parceira inseparável” na melhoria do sistema judiciário tocantinense e que atuará “em qualquer briga que tenha o objetivo de manter a tão necessária autonomia da Justiça”. “Na democracia a Justiça precisa ter sua autonomia respeitada a pleno, sem meias palavras, sem ressalvas e sem exceções. O advogado sabe muito bem disso e não vai se furtar de garantir um judiciário independente e autônomo”, disse. 

Por: Redação

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