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A senadora Kátia Abreu (PMDB), ministra da Agricultura, comemora a conclusão, na última quarta-feira, 17, pelo Governo Federal, da primeira etapa da concorrência pública para o derrocamento do Pedral do Lourenço, na hidrovia do Tocantins, no Pará. Essa obra, uma das prioridades da senadora Kátia Abreu há oito anos, permitirá o escoamento da produção agrícola e mineral das regiões norte e centro-oeste e torna o porto de Vila do Conde (PA) estratégico nas trocas comerciais com países europeus e com os norte-americanos. Com benefícios diretos à economia do Estado do Tocantins, já que possibilitará a conclusão da Hidrovia do Tocantins, projeto a que  se dedica a parlamentar.

Cinco empresas se cadastraram e apresentaram propostas com base no investimento da R$ 560,6 milhões. A empresa DTA Engenharia LTDA venceu a disputa com a garantia de realizar a obra por R$ 520,6 milhões, um deságio de 7,15%. A segunda colocada fez a proposta de R$ 548 milhões.

A DTA Engenharia se comprometeu elaborar os projetos básicos e executivo, todas as ações ambientais e a execução das obras no prazo de 58 meses. Na próxima fase da licitação, a Coordenação Geral de Cadastro e Licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) analisa a documentação da DTA e concede o prazo de 15 dias para eventuais recursos contra o resultado do pregão eletrônico.

O Pedral tem 43 quilômetros de extensão e está localizado entre a Ilha do Bogéa e o município de Santa Terezinha do Tauri, no Pará. A obra vai viabilizar o tráfego contínuo de embarcações e comboios em um trecho de 500 quilômetros, desde Marabá/PA até Vila do Conde/PA.  A garantia de navegabilidade da hidrovia do Tocantins nos meses de setembro a novembro, período em que o rio fica mais raso, será possível com as obras para desgastar os pedrais. O derrocamento consiste em abrir um canal navegável de cerca de 140 metros de largura naquele trecho.

A maior navegabilidade na hidrovia facilitará o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral do Tocantins, Pará, Maranhão, Goiás e de Mato Grosso, que tem como destino o Porto de Vila do Conde (PA) e a região do baixo Amazonas.  A rota tem capacidade operacional estimada em 20 milhões de toneladas para 2025.

A localização estratégica do porto de Vila do Conde, em relação ao mercado europeu e norte-americano, chama a atenção de investidores estrangeiros. Com a garantia de navegabilidade da hidrovia do Tocantins, o governo cria as condições para o desenvolvimento de projetos com investimentos estrangeiros na região.