Esporte

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O que o judô, a trilha de aventura e o rapel têm a ver um com o outro? Tudo; isto se considerarmos os benefícios que eles trazem à mente e ao corpo daqueles que praticam estas modalidades. Consciente disto, em uma iniciativa até então inédita no Tocantins, o Dojô Palmas Judô Clube promoveu, no último sábado, 5, um ecotreino no distrito palmense de Taquaruçu, unindo estes três esportes na promoção de novos aprendizados e na exaltação à natureza.

Ao todo, 37 judocas participaram das atividades, que foram iniciadas com um aquecimento de tiros de velocidade na escadaria que dá acesso às cachoeiras Escorrega Macaco e Roncadeira. Em seguida, os atletas de competição fizeram um treino de Uchikomi (entradas de golpes) no mirante, para aprimorar a técnica em luta, o que foi seguido da trilha de, aproximadamente, dois quilômetros até a própria Roncadeira, que possui uma queda d’água de 70 metros e serviu de cenário para a descida de rapel para os atletas.

Faixa preta 5º DAN e responsável pela equipe PJC, Sensei Celso Galdino ressaltou o quanto atividades diferenciadas podem transformar, positivamente, um grupo. “Dias como este são fundamentais porque unem mais toda a academia, pois levamos desde os atletas mais novos, de 7 a 12 anos, que estão começando no judô, quanto os mais velhos, que já alcançam resultados em nível nacional; além de alguns pais. Esta atividade é diferente para todos eles e mostra que, no nosso esporte, não é só treinar e treinar, há outras coisas que podemos realizar para agregar valores ao que a gente faz, aos treinamentos, ao judô, aumentando a força da equipe, de colaboração e união, o que é muito importante”, afirmou Sensei Celso.

Relaxamento

Para a realização deste ecotreino, o Dojô PJC contou com a parceria da empresa de ecoturismo Norte Tur, propriedade de outro faixa preta, Flávio Silveira Ribeiro, que mobilizou três veículos para deslocar os demais judocas, três guias turísticos e dois instrutores de rapel, além de organizar um almoço coletivo.

De acordo com o Sensei Flávio, que também treina no PJC, a rotina dos atletas devem, ocasionalmente, ser quebrada para que eles possam relaxar, otimizando, assim, o aprendizado. “O intuito maior do que fizemos era prestigiar os atletas, conciliando judô, lazer e turismo. Sempre que um atleta viaja para competir, ele está fazendo turismo, pois conhece novas culturas, gastronomias diferentes e outras geografias; então, acaba sendo um estudo in loco também, mas, com a tensão da competição sempre ali. A questão aqui é proporcionar o turismo pelo lazer, pois eles são muito focados nos treinos e nas competições, e esta é uma forma destas crianças e destes atletas terem um treino mais leve, relaxarem um pouco e usufruírem do contato com a natureza de forma sustentável. Tudo isto colabora no aumento da capacidade deles de aprenderem melhor nos demais treinos”, explicou o faixa preta 1º DAN.

Já considerado um veterano no universo competitivo do judô apesar de ter apenas 19 anos, inclusive sendo o primeiro tocantinense a conquistar uma vaga na base da Seleção Brasileira, Mayons Brito reforçou a importância de momentos como este para todo atleta. “Os treinamentos diferenciados, principalmente fora do Dojô, são superimportantes porque ajudam a fazer os atletas interagirem ainda mais, ficarem mais próximos. Apesar do judô ser disputado de forma individual, ele é um dos esportes nos quais o trabalho em equipe é mais necessário. Esta atividade vai nos ajudar muito na preparação para a etapa regional do campeonato brasileiro, que acontece em abril (dias 9 e 10, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul); ela tirou um pouco da tensão em todos nós, nos deixou mais leves e animados”, garantiu o judoca.