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Foto: Miller Freitas

A diretora de Inteligência do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Marlene Sousa, e o consultor do Ministério da Justiça (MJ) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Guaracy Mingardi, estiveram no Tocantins nessa segunda-feira, 07, para apresentar ao Governo do Estado a proposta de implantação do Plano de Inteligência Integrada do Sistema de Justiça Aplicada do Ministério da Justiça (Sisdepen).

Participaram do encontro a secretária de Estado da Cidadania e Justiça, Gleidy Braga, juntamente com o sub secretário Hélio Marques, o diretor de Administração e Infraestrutura Penitenciária e Prisional, Darlan Rodrigues Corrêa, e o gerente de Inteligência Prisional, Renato Mendes Arantes.

Guaracy Mingardi falou sobre o Plano de Inteligência Prisional que, mais que uma ferramenta de segurança prisional, permitirá o conhecimento básico sistematizado dos presos que entram e saem das casas de detenção para um melhor atendimento de cada um. A partir desse plano, segundo os especialistas do Ministério da Justiça, será possível formar os servidores da área e criar um sistema nacional de troca de informações que ajude a melhorar a gestão prisional.

Após a elaboração do diagnóstico sobre a situação dos setores de inteligência prisional de todo o País, o Depen prevê formações especializadas para os servidores da área e, também, diagnosticar o que os setores de inteligência possuem de equipamentos nos seus departamentos, bem como providenciar, no mínimo, os básicos, para que o trabalho seja mais eficiente e satisfatório, prezando pelos direitos humanos tanto dos que trabalham no sistema quanto dos que estão detidos.

De acordo com o gerente de Inteligência Prisional, Renato Mendes Arantes, o plano terá uma interface com uma plataforma avançada do Sisdepen que possibilitará a integração das informações dos órgãos das administrações penitenciárias com os da execução penal, pois o anterior só abrangia a gestão penitenciária. “O plano permitirá o controle da população carcerária e trata das penas e dos apenados. Com essas informações poderemos pensar e desenvolver novas ações de políticas públicas em prol do sistema penitenciário do Tocantins”, destaca Renato.

A secretária Gleidy Braga ressaltou a importância desse diagnóstico para tornar o sistema prisional cada vez mais interligado e humano. “Considerando que nossa população carcerária no Tocantins, entre homens e mulheres, é da ordem de três mil pessoas, pouco se comparado a estados, temos tudo para implantar o Sistema com maior eficácia”, lembrou.