Polí­tica

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A Sessão Ordinária desta quarta-feira, 23, na Câmara de Palmas foi marcada por alfinetadas entre os vereadores da base aliada ao prefeito Carlos Amastha (PSB) e os da oposição. Como de costume, o vereador José do Lago Folha Filho (PSD) e o vereador Milton Neres (PR) protagonizaram os principais embates, que tinham como principal pauta a mudança de discursos dos vereadores que trocaram de lado.

O vereador Folha chegou a dizer que o Milton Neris gosta de fazer barulho igual papagaio. "E papagaio fala alto", alfinetou. Milton Neris rebateu: "Não estou em um quartel da Polícia Militar. Não sou submetido a hierarquia de um comando ou de quem ocupa função no quartel. Aqui é um parlamento mas tem vereador que acha que isso aqui é um quartel. Aqui na tribuna é assim mesmo, grita, briga, faz do jeito que é certo sem atacar ou desrespeitar ninguém", afirmou. 

Após várias trocas de farpa, quando a sessão caminhava para o final, o presidente da Casa, Rogério Freitas (PMDB), fez uso da tribuna para pronunciar-se acerca do tema “mudança de base”. Ele, que faz parte dos vereadores que recentemente romperam com o prefeito, fez um discurso de defesa da escolha dos vereadores pela mudança. Rogério Freitas disse ser absolutamente normal a mudança de base dos vereadores, e, consequentemente, seus posicionamentos. “O que importa é estar pautado na verdade”, ressaltou o vereador referindo-se ao posicionamento dos colegas. O vereador chegou a dizer que permanecer no erro "é uma perfeita idiotice", referindo-se aos que permanecem na base de Carlos Amastha, mesmo apesar da gestão do prefeito altamente questionada pela população da capital. 

Freitas aproveitou a deixa para mencionar um de seus descontentamentos com a atual gestão e lembrou o fim da banda da Guarda Metropolitana. “O prefeito acabou com a banda da Guarda. Ele simplesmente, por vontade própria, acabou com a banda de música de Palmas", disse o presidente questionando a falta de motivos para tal ação.

Rogério Freitas ainda citou os vetos do prefeito às emendas da Câmara ao Plano Municipal de Educação, dizendo: “Os vetos do prefeito desfiguraram o Plano Municipal da Educação de Palmas". O parlamentar ainda pontuou que a população de Palmas "tem sangrado e com relação a Planta de Valores, o governo cometeu um crime de responsabilidade porque o nosso Código Tributário é claro: A Planta de Valores tem que ser encaminhada antes (de entrar em vigor) anualmente para a Câmara", afirmou.