Economia

Foto: Pedro Henrique Barros O Estado já exporta carne para vários países, como: Russia, Egito, China, Irã, Iraque, Argélia, Emirados Árabes, Líbia e Venezuela O Estado já exporta carne para vários países, como: Russia, Egito, China, Irã, Iraque, Argélia, Emirados Árabes, Líbia e Venezuela

A cada ano, a participação brasileira no comércio internacional vem crescendo, com destaque para a produção de carne bovina, suína e de frango. O Tocantins possuiu nove frigoríficos com Selo de Inspeção Federal (SIF), sendo que cinco atendem as condições estrutural, sanitária e técnica para vender para os Estados Unidos. O Estado já exporta carne para vários países, como: Russia, Egito, China (Hong Kong), Irã, Iraque, Argélia, Emirados Árabes, Líbia e Venezuela. Em 2015 foram exportados, entre carnes e derivados, quase 50 mil toneladas (49.801.606 kg) que renderam mais de US$ 161 milhões.

O setor agropecuário tocantinense e a Secretária do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) comemoram a abertura do mercado americano, que deve ocorrer ainda este semestre, para o comércio da carne brasileira. O anuncio foi feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e os governos do Brasil e dos Estados Unidos da América (EUA) mantém negociações que devem ser concluídas em breve para a abertura recíproca de mercados.

A diretora de Pecuária da Seagro, Erika Jardim explica que foram mais de 15 anos de restrições para a comercialização da carne brasileira nos Estados Unidos, por isso este é um momento importante. “É uma excelente notícia uma conquista do Governo Federal que vem sendo batalhadas desde 1999. É importante, não só pelo aumento das exportações, mas exportando carne para os EUA, a gente chancela o nosso produto para o resto do mundo”, argumenta.

De acordo com a diretora, é muito difícil vender para os Estados Unidos devido o rigor e as exigências sanitárias, por isso o mundo vai enxergar a carne brasileira com outro olhar, sob uma nova perspectiva. “Aí sim, a gente vai abrir esse horizonte para a carne do Brasil e o Tocantins com isso também ganha, pois somos eminentemente um Estado produtor de carne”, ressalta.

Sanidade

Erika Jardim diz que destravando esse processo, a perspectiva é aumentar para 100 mil toneladas a quantidade de carne exportada do Brasil para o mercado exterior. “Há 15 anos que os EUA embargam a carne brasileira, e agora vem o reconhecimento da competitividade do nosso mercado, pois o Brasil é o primeiro exportador de carne mundial e o segundo produtor”.

Segundo o Mapa, as tratativas entre os dois países vão resultar na definição de um modelo de Certificado Sanitário Internacional para amparar os embarques do produto e a habilitação pelos Estados Unidos, com base em indicação prévia do Ministério dos estabelecimentos brasileiros exportadores. “E o Tocantins tem total condição de entrar neste mercado, especialmente com a carne do boi verde, que é o que os EUA querem, porque é uma carne mais saudável, com menos gordura, trabalhada encima de pastagem natural, é o que o comércio mundial está exigindo. Alimentos mais saudáveis”, frisa Erika Jardim.

A diretora diz que a Secretaria da Agricultura está atenta e fazendo seu papel de capacitar e promover políticas públicas para atender essa demanda. “Eventos como o Encontro de Confinamento bovino, justamente para preparar o pecuarista para estas novas tecnologias, pois a inovação tecnológica é a ferramenta para transformar a produção e a produtividade no meio rural. Estamos qualificando o produtor rural para que ele possa atender as exigências do mercado”, pontua.

Erika Jardim lembra ainda que a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) também está fazendo o seu papel, para garantir que o pecuarista tenha seu rebanho sanitariamente adequado, com manejo correto e vacinação. “O manejo sanitário é fundamental para se conquistar o mercado, não é a única questão a ser debatida quando se discute comércio exterior, mas é uma ferramenta fundamental na conquista deste mercado. E o produtor tem respondido esse chamado da Adapec e a gente vai conquistar este tão desejado mercado dos EUA”, completa.