Esporte

Foto: Everton Monteiro

Neste primeiro fim de semana de abril, foi realizada e segunda fase da Copa São Paulo de Judô, em São Bernardo do Campo. 3.100 atletas já haviam participado da fase Sub11 a Sênior e agora outros 2.000 participaram da fase Aspirantes, Master, Katas e Judô para Todos, confirmando esta como a maior competição interclubes das Américas.

O Tocantins, que ainda comemorava a prata de Mayons Brito (PJC) no Sub21, agora tem novos motivos para comemorar, com as três subidas ao pódio dos atletas da AD Guerra/SESI. Ouro para Cássius Garíglio (M4-81kg) e prata para Fred Guerra (M3-66kg) e Clayton Souza (M6-73kg). Felipe Guerra chegou a disputar o bronze da categoria M4-73kg, mas levou uma virada nos segundos finais, terminando em quinto.

Campeão

Com um desempenho perfeito, Cássius Garíglio, o “Cowboy”, venceu quartas de final, semi-final e final, todas por ippon, sendo um contra-golpe, uma projeção e uma imobilização. “Foi um fim de semana perfeito!”, contou Cássius. “Treinamos na academia do primeiro medalhista olímpico do Brasil e fomos para a competição com total foco. Acabou dando tudo certo”. O campeão se refere à visita ao clube de Chiaki Ishii, uma “lenda” do Judô brasileiro.

Vice

Clayton Souza estreou na nova classe de idade, o M6, e já teve seu melhor resultado no circuito nacional. Com três belas vitórias, a derrota só veio na decisão do ouro, perdendo por imobilização. “Apesar de uma dor incômoda no joelho, tenho conseguido fazer uma boa preparação física e técnica. Tinha um bronze, agora foi prata, falta pouco para a meta!”, contou Clayton, vice-campeão no M6-73kg.

Por um triz

Fred Guerra confirmou a regularidade e foi vice-campeão da Copa São Paulo pelo terceiro ano seguido. O campeão foi o mesmo algoz das últimas edições, o paulista Leandro Borges. “Já está virando até piada, é a sétima luta decisiva que fazemos e a história de todas é praticamente a mesma, ou seja, uma luta muito equilibrada em que ninguém consegue pontuar, mas que ele acaba vencedor por decisão no desempate da arbitragem”, explicou Fred.

Mas dessa vez houve um tempero a mais: a entrada na categoria do vice-campeão mundial Leandro Salomão, que venceu logo suas três primeiras lutas, batendo inclusive seu xará paulista, por yuko, deixando a decisão para os últimos combates. Com Leandro Borges vencendo por quatro punições (10 pontos), a vitória de Guerra sobre o vice-campeão mundial por ippon (10 pontos), deixou todos embolados. “Nossa súmula teve que ir para avaliação da comissão de arbitragem. No fim, eu e o Leandro Borges empatamos em vitórias, empatamos com 21 pontos, empatamos em número de ippons (2) e empatamos em nossa luta, mas como ele teve a decisão da arbitragem em nossa disputa, levou o ouro pelo confronto direto”, explicou o tocantinense, que terminou com mais um vice-campeonato, o que, segundo Guerra “ainda é um resultado a ser bastante comemorado!”.

Lutou também Felipe Guerra, que deu sorte no sorteio caindo direto na fase de quartas de final. Foi derrotado, mas venceu logo em seguida, por ippon na repescagem, sendo conduzido à disputa de bronze. “Foi uma pena. Estava ganhando por yuko, mas tomei um wazari faltando 40 segundos e não consegui recuperar. Com um pouco mais de experiência, em breve a medalha vem!”, disse o Guerra mais velho, quinto lugar no M4-73 kg.

Próximo compromisso

Com apenas três dias de descanso, os Guerras já embarcam com a delegação tocantinense para Campo Grande/MS, onde Fred lutará no adulto até 66 kg e Felipe será avaliado pela Comissão Nacional de Arbitragem, buscando ser promovido de árbitro estadual para árbitro nacional.