Esporte

Foto: Marcus Mesquita

Triatletas de alto nível, a norte-americana pentacampeã do Ironman, Linsey Corbin, e a dinamarquesa vice-campeã de uma das etapas europeias do evento de triathlon, Tine Holst, foram voluntárias por um dia no projeto Reviver nesta última sexta-feira, 8. As estrangeiras se encontram no Tocantins para participar do Ironman 70.3 Palmas, que acontece neste domingo, 10, na capital tocantinense.

A iniciativa de prestar o serviço voluntário partiu das próprias atletas, que solicitaram ao comitê organizador do Ironman palmense que indicasse um projeto para que pudessem visitar, o que as fez chegar até o Reviver, que tem sede na Apae de Palmas. O início da visita aconteceu à tarde, na própria Apae, onde Linsey e Tine conheceram algumas das atividades oferecidas pelo Reviver a pessoas com deficiência, como as aulas de música e informática, além da prática de tênis de mesa, bocha e capoeira, que as levou a entrar na roda após se encantarem com o primeiro contato com esta característica manifestação cultural e esportiva brasileira. Em seguida, ambas embarcaram para o Complexo Esportivo Municipal junto com a equipe de paratletismo do projeto, para acompanharem o treinamento dos paratletas.

Para a norte-americana Linsey, que estava acompanhada do marido, Chris Corbin, compartilhar experiências é sempre gratificante para ela. “Não é a primeira vez que me envolvo com um grupo de paratletas, mas, as experiências são sempre diferentes, pois se tratam de pessoas diferentes com histórias particulares. Mas é sempre um prazer ver as pessoas superando os limites que possuem; aprendemos muito com isto. E estou impressionada com o quanto eles são rápidos; eu não me atreveria a desafiá-los, ou correria o risco de perder”, brincou a pentacampeã do Ironman, que detém o atual recorde de tempo norte-americano em uma prova [8 horas, 42 minutos e 42 segundos] e o quinto de toda a história do evento.

Superação

Vindo de uma lesão que a impedia de pedalar e nadar, Tine, aniversariante do dia, disse que se identificou com o projeto devido às histórias de superação que nele pôde conhecer. “Além de atleta, sou terapeuta, mas nunca tive a oportunidade de viver um dia como este, com paratletas e pessoas com deficiências que executam várias atividades. Sou muito grata ao Reviver por isto. Eu estava lesionada; porém, assim como estas pessoas, eu me superei e estou aqui, pronta para a prova. E também tive de superar o fato de estar longe da família e do meu namorado na data do meu aniversário; entretanto, fui tão bem recebida, até mesmo com um bolo, que me senti em casa e só posso dizer que todo este carinho fez do meu dia ainda mais especial”, agradeceu a triatleta dinamarquesa, que tem como resultados mais recentes no Ironman o 4º lugar em Wales [Inglaterra], o vice-campeonato em Vichy [França] e a 9ª colocação em Frankfurt [Alemanha], todos em 2015.

Agregando valor

Coordenadora do Reviver, Soraia Tomaz se disse muito feliz com a visita das atletas. “A vinda delas foi um show de simpatia e competência, pois as duas atletas do Ironman interagiram com todos e participaram das atividades como se fossem da nossa equipe. Os integrantes do Reviver tiveram a oportunidade de desfrutar do convívio com estas atletas de alta performance, conhecer a história de cada uma e compartilhar experiências. O voluntariado delas abrilhantou e agregou muito valor ao nosso projeto”, comemorou a educadora física.