Polí­tica

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A permanência da presidente Dilma Rousseff  (PT) à frente do País começa a ser debatida nesta sexta-feira (15) pelo plenário da Câmara dos Deputados. A primeira sessão de análise da admissibilidade do processo de impeachment começou às 8h55min. 

O jurista Miguel Reale Junior, um dos autores da denúncia contra a presidente, falou em plenário. "Quero lhes garantir que nosso pedido foi realizado com consciência, com análise dos fatos. São violações gravíssimas à Constituição, bem como são graves as consequências decorrentes desses fatos por meio dos quais caracterizamos os crimes de responsabilidade", afirmou. 

Por volta das 9h30min, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, iniciou a defesa da presidente Dilma Rousseff. "É nula a abertura desse processo de impeachment". E complementa: "Houve uma violência", frisou. Segundo Advogado Geral da União, "não há ilegalidade". "O povo brasileiro merece ser respeitado", frisou Cardozo.

Paralelamente às apresentações da acusação e da defesa, foi aberto às 9 horas o prazo para que os deputados interessados em discursar sobre o processo se inscrevam na Mesa Diretora e encerra-se às 11 horas. Os inscritos poderão se manifestar da tribuna da Câmara, por três minutos, no sábado (16), em sessão marcada para ter início às 11h, conforme cronograma definido pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os líderes partidários.

Durante o todo o processo de discussão e votação, serão realizadas sessões de quatro horas, prorrogáveis por mais uma hora, quantas forem necessárias até a conclusão da votação, prevista para domingo (17).  

Acompanhe a sessão clicando aqui.  (Matéria atualizada às 12h12min)