Polí­tica

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Em entrevista ao Conexão Tocantins na manhã desta segunda-feira, 18, o senador Donizeti Nogueira (PT/TO) avaliou a votação do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, afirmou que a batalha ainda não está perdida e disse que as mobilizações em defesa da democracia não serão cessadas. “Temos o STF como possibilidade uma vez que a presidente não cometeu crime de responsabilidade. Não existe crime, é uma questão de mérito que poderá, não quer dizer que faremos mas poderá ser levado ao STF. Segundo, nós vamos continuar com o processo de mobilização no Brasil em defesa da democracia e contra o golpe e tem uma batalha para passar pelo Senado”, sustentou.

Por 367 a 137, a Câmara dos Deputados votou pelo impeachment da presidente Dilma, autorizando o Senado Federal a analisar o processo de impedimento. Para o senador Donizeti Nogueira, no Senado haverá um debate de mérito diferente dos posicionamentos na votação de ontem. “Acreditamos que haverá um debate de mérito e não um debate emotivo, hipócrita. Um debate que em nome de Deus e em nome da família a gente abre mão da democracia. A gente não pode ficar usando o nome de Deus em vão para dizer que está combatendo a corrupção e no entanto, as pessoas se aliaram aos principais corruptos da nação como exemplo o deputado Eduardo Cunha”, alfinetou.

Segundo o senador foi "cômico se não fosse trágico, corruptos querendo cassar o mandato de uma mulher comprovadamente honesta”, frisou, com relação ao fato de que não há nenhuma denúncia de corrupção ou desvio de recurso público contra a presidente Dilma Rousseff.

Pelo Tocantins, as deputadas Josi Nunes e Dulce Miranda, ambas do PMDB, votaram pelo impeachment. Questionado sobre como ficará a conjuntura política estadual, uma vez que, o PT compôs aliança para eleger o governador do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB), Donizeti falou que o PT deve fazer uma análise e elogiou os parlamentares Irajá Abreu (PSD) e Vicentinho Júnior (PR) por votaram contra o impeachment. Donizeti também sustentou que o governador Marcelo Miranda não seria gestor do Estado se não fosse o apoio do PT e PSD. “Não haveria vitória do governador Marcelo Miranda sem o PSD e o PT”, disse. 

Os outros deputados federais do Estado que votaram pelo impeachment da presidente foram: César Halum (PRB), Carlos Gaguim (PTN), Lázaro Botelho (PP) e professora Dorinha Seabra Rezende (DEM).