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Os produtores de mel do Estado estão otimistas para a colheita do mel que iniciada na segunda quinzena deste mês de maio. Segundo informação da Federação Tocantinense de Apicultura (Fetoap), a expectativa para a safra 2016 é colher em torno de 30% a mais, em relação à safra passada, quando foram colhidas 130 toneladas de mel, a estimativa é alcançar as 150 toneladas. A colheita do mel se estende até o mês de novembro. 

Segundo a diretora de Políticas para a Pecuária da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), Érika Jardim, esse crescimento é fruto de diversos fatores que influenciam na produção do mel, capacitação, assistência técnica, cursos e seminários. “Somados a uma boa alimentação, e a boa florada deste ano foi fundamental, pois é de onde as abelhas retiram o pólen e o néctar para a produção do mel”, enfatizou.

Érika Jardim explica ainda que para alcançar uma boa colheita o apicultor deve realizar procedimentos adequados desde o momento da retirada do mel das colmeias até o seu transporte à unidade de extração (casa de mel), de forma a interferir o mínimo possível na qualidade do mel e, assim, garantir a manutenção de suas características originais.

Processamento

Após a colheita o apicultor necessita de alguns cuidados para que se mantenha a qualidade do mel, o sabor e as propriedades nutritivas. “Dentre os cuidados podemos destacar a higiene em todo processo produtivo não apenas no processamento, sendo que em primeiro lugar é a higiene do produtor e dos materiais apícolas”, argumentou.

A Diretora acrescenta ainda que, as boas práticas na colheita também são essenciais na obtenção de um produto de boa qualidade. “Com isso o mel terá uma ótima aceitação no mercado que está cada vez mais exigente quanto à qualidade dos produtos apícolas”, complementou.

Renda e produtividade

Para o produtor e presidente da Fetoap, Charles Dias da Silva, a atividade apícola é uma alternativa rentável para gerar renda na família. “Principalmente agora que o preço está satisfatório, ano passado vendíamos o quilo por R$ 8 reais, este ano estamos comercializando o quilo por R$ 12 reais no atacado”, ressaltou.

O presidente está otimista com a sua atividade desenvolvida no município de Nova Olinda. “A minha produtividade deve seguir o mesmo aumento do Estado, cerca de 30%. Ano passado colhi 2.300 quilos, este ano espero colher em torno de 2.800 quilos de mel”, almejou.