Polí­cia

Foto: Divulgação Frederico Gayer foi condenado em março de 2014, por assassinato cometido em 5 de abril de 1997 Frederico Gayer foi condenado em março de 2014, por assassinato cometido em 5 de abril de 1997

A 13ª Vara Criminal da Comarca de Goiânia/GO expediu Carta Precatória de Prisão para a 4ª Vara Criminal de Execuções Penais de Palmas/TO, solicitando o cumprimento de mandado de prisão definitiva contra Frederico Gayer Machado de Araujo, esposo da deputada estadual do Tocantins, Luana Ribeiro (PDT) de quem ele teria se divorciado logo após o julgamento que o condenou, mas que continuaria morando junto com a mesma. Gayer é condenado por homicídio fútil e deve cumprir pena de 12 anos e seis meses em regime inicialmente fechado. O crime aconteceu 19 anos atrás, na porta da boate Draft, no Setor Oeste, em Goiânia. 

A precatória do mandado de prisão foi expedida pela 13ª Vara no dia 10 de maio pelo juiz de direito Eduardo Pio Mascarenhas da Silva. O mandado de prisão é de número 160508-195. Na Carta Precatória, o juíz informa o endereço do acusado em Palmas.

Na capital Palmas, a Carta Precatória de Prisão foi recebida pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Luiz Zilmar dos Santos Pires o qual deu despacho ao delegado da Polinter, Reginaldo de Menezes Brito que deve cumprir o mandado de prisão. 

Não há data certa para que a prisão aconteça. Frederico pode ser preso a qualquer momento. 

Delegado 

Em entrevista ao Conexão Tocantins o delegado Reginaldo Menezes informou que recebeu o mandado de prisão nesta quarta-feira, 25, e que tratará o mesmo com normalidade. "Será expedido ordem de missão aos investigadores da Polinter e se for preso será encaminhado para a Casa de Prisão Provisória", afirmou. De acordo com o delegado, após a prisão, Frederico Gayer ficará à disposição do poder judiciário de Goiânia. 

Ainda segundo o delegado Reginaldo, "parece" que Frederico encontra-se em Goiânia. "Mas estamos checando. Vamos cumprir o mandado!", afirmou. 

Crime e Condenação 

Gayer é acusado de matar Hebert Resende, na madrugada de 5 de abril de 1997, na porta da boate Draft, no Setor Oeste, em Goiânia. A acusação é de homicídio por motivo fútil já que o disparo foi efetuado por Gayer na barriga da vítima após uma discussão por causa de uma troca de fichas de consumo dos dois, por engano, pelo responsável pelo caixa da boate. Mesmo com o mal entendido resolvido imediatamente pela boate, Gayer esperou, segundo consta nos autos do inquérito, Herbert do lado de fora da boate e, após trocar algumas palavras com a vítima, o empurrou e lhe deu um tiro em seguida. A vítima deixou quatro filhos órfãos há 19 anos.

Frederico Gayer, foi condenado pelo 1º Tribunal do Juri de Goiás a 12 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado. O advogado  de Gayer, Thales Jayme, chegou a conceder entrevista ao Conexão Tocantins argumentando que que Gayer jamais cometeu o crime da forma como foi abordada no julgamento. Segundo ele, o fato aconteceu no dia 5 de abril e Hebert morreu no dia 29. "Houve um disparo na barriga mas ele foi atendido no hospital, a família optou por transferi-lo para outro local onde ele ficou num apartamento e não na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), daí foi acometido com uma infecção hospitalar e morreu”, chegou a dizer. (Atualizada às 19h do dia 26/05/16)