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A utilização de urna eletrônica para a eleição do Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (Simed) foi classificada de “muito positiva” pelo candidato à presidência da entidade pela chapa 2 “Responsabilidade Classista”, Hugo Magalhães, 34. Entretanto, o representante do grupo de oposição à gestão atual comentou que “ainda há ressalvas a serem feitas sobre a condução do pleito”.

“A urna eletrônica é muito positiva. Criticamos e questionamos muito a condução do processo, mas elogiamos essa iniciativa. Porém, alguns pontos devem ser colocados. O principal deles que consideramos é a utilização do sistema de voto por correspondência”, disse Magalhães.

Ele afirmou que há “preocupações” em relação a eficácia do sistema. “Estão no estatuto e no regimento eleitoral a regra, mas, em plena era da informação, da internet 4G e comunicação instantânea é inadmissível que se adote um sistema como esse”, comentou.

A urna será utilizada apenas na votação em Palmas. Os médicos do interior vão votar por meio de correspondência. “Os colegas do interior não serão contemplados com a utilização dessa tecnologia, reconhecida por sua eficiência, praticidade e confiabilidade”, lamentou Magalhães.

O sistema é o seguinte: a comissão eleitoral envia as correspondências com as cédulas para o endereço dos profissionais. Os mesmos preenchem a cédula e despacham a correspondência via Correios. Conforme o artigo 76 da seção XI do regimento eleitoral, “somente serão apurados os votos que chegarem à caixa postal do Simed-TO específica para os fins da eleição até dia da apuração”. São dez dias de prazo para computar os votos. Já o artigo 77 diz que “conforme forem sendo recebidos, os votos por correspondências serão armazenados em urnas próprias”.

Logística e confecção das cédulas

Hugo Magalhães diz que esses aspectos “não são tão preocupantes”, mas critica a logística e como estão sendo confeccionadas as cédulas. “As cédulas estão sendo montadas num quarto da sede do Simed, por funcionários da gestão atual. Não nos informaram, por exemplo, para quais colegas já foram enviadas as primeiras remessas de cédulas para votação”, declarou.

O candidato citou também outros exemplos: “As cédulas são xerox. Foi feita uma “matriz” com assinatura de membro da comissão e carimbo comum de médico. Não há assinatura do presidente da comissão.  E mais: A cédula é feita com papel reciclado, contrariando o que manda o estatuto. O estatuto é claro: deve ser utilizado papel branco, opaco e pouco absorvente. O estatuto obriga também que os envelopes tenham lacre auto colante, o que não está sendo respeitado pois estão usando cola comum para fechar o envelope com a cédula”, declarou.