Polí­tica

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O deputado Paulo Mourão (PT) usou a tribuna na sessão dessa quinta-feira, dia 25, para parabenizar a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, Doris de Miranda Coutinho, pelo livro “O Ovo da Serpente”. Mourão classificou de “excelente obra colocada à nossa disposição, como instrumento de consulta e reflexão de como combateremos a corrupção no nosso estado e no Brasil para que possamos melhorar a vida do cidadã e do cidadão brasileiros”, discursou. “Estive ontem participando deste momento festivo de lançamento desta importante obra literária produzida por uma competente técnica e doutora”, elogiou.

Paulo Mourão avaliou que o brasileiro se sente envergonhado da política brasileira, diante dos casos de corrupção que ocorrem e são divulgados pelo País. “Ontem mesmo, iniciei a leitura desta obra, entendo que é preciso expô-la a todas as casas de leis, câmaras municipais, prefeituras, governos de estados, secretarias e alguns auditores do Tribunal de Contas para que leiam”, sugeriu.

Na opinião do deputado, o processo da corrupção existe por falta de se cultuar educativamente a ética e o caráter. “O processo de combate à corrupção precisa acima de tudo ser debatido porque dentro dos próprios tribunais há falhas, há dois pesos e duas medidas”, avalia. “Observe-se agora onde se cassa o mandato de uma presidente eleita pelo voto popular, ferindo a democracia com a justificativa das pedaladas fiscais aonde em 16 anos não julgaram contas de nenhum dos ex-presidentes desde Itamar”, observou.

“O Tribunal de Contas da União cumpriu com o seu dever, mas Congresso Nacional não tinha julgado e julgaram à toque de caixa para fazer o impeachment”, lamentou. “Essa casa de leis tem várias contas que foram rejeitadas de outros governos que ainda não foram ainda analisadas”, pontuou.

Na avaliação do parlamentar é muito importante a obra que a conselheira Doris coloca à disposição. “O combate à corrupção passa por um processo de auditoria da sociedade em primeiro momento para que a gente possa impedir que atos nocivos à sociedade tenham continuidade”, finalizou.