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Apesar do Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (Simed) ter fechado 2015 com lucro líquido de mais de R$ 700 mil e, em março deste ano ter recebido cerca de R$ 500 mil de contribuição sindical, a diretoria atual alegou não ter dinheiro para pagar as despesas de urnas no interior na eleição da categoria, que será realizada no próximo dia 30.

A alegação foi feita pela atual presidente do Simed, Janice Painkow, nessa terça-feira, 7, durante audiência na Justiça Trabalho de Palmas. Perante o juiz Francisco Rodrigues de Barros, titular da 2ª Vara, ela alegou que o sindicato não pode arcar com as despesas e que a eleição só seria feita com urnas no interior caso a chapa 2 arcasse com as despesas.

Presente na audiência, o candidato à presidência do Simed pela oposição, Hugo Magalhães, sugeriu ao juiz que, diante da alegação da presidente e com autorização da Justiça, a chapa 2 “Responsabilidade Classista” pagaria as despesas. De acordo com a ata da audiência, o magistrado autorizou, com consentimento da presidente atual do sindicato, que concorre à reeleição.

“Fica estabelecido que os requerentes arcarão com as despesas, mediante apresentação de orçamento prévio referente a cada viagem e prestação de contas posterior pelo sindicato, com a realização das eleições em Gurupi e Araguaína”, revela trecho de acordo entre as chapas que disputam a eleição homologado pelo juiz do Trabalho.

De acordo com Hugo Magalhães, da chapa 2, foi solicitado ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) estimativa de valores de despesas com a utilização de urnas em Araguaína e Gurupi.

Conforme o acordado na audiência, o TRE-TO disponibilizará servidores fiquem sob a responsabilidade das urnas no interior. “Para que a transparência seja a marca dessas eleições, coisa que lutamos desde o início, a urna será de responsabilidade de servidores do TRE-TO, que ficarão com a guarda das urnas, e remeterão os resultados da votação para Palmas. Tudo às claras e com a credibilidade do TRE-TO”, afirmou o candidato da chapa 2.

Urnas no Interior 

Magalhães fez questão de ressaltar que a chapa 2 fará esforço de custear o pagamento das despesas do TRE-TO com as urnas pelo fato de a descentralização da votação para o interior ser uma das principais lutas do grupo nesta eleição. “No modelo anterior da eleição, que foi suspensa pela Justiça, havia urna apenas em Palmas. Os colegas do interior só votariam por carta. Porém, muitos colegas do interior denunciaram que as cartas só começaram a chegar dias depois da data da votação do dia 31 passado, que foi suspensa. Outros nem receberam ainda. Ou seja: se não tivesse sido suspensa muitos colegas não votariam”, lembrou.

As Contas do Simed

Hugo Magalhães disse ainda que, diante do aval do juiz sobre o custeio das urnas, preferiu nem questionar a direção atual do Simed sobre a alegação de não possuir caixa para pelo menos dividir as despesas. Isso porque no dia 9 de maio deste ano, atendendo ao seu pedido, Janice Painkow enviou por ofício cópia de balanço financeiro e patrimonial do sindicato. 

Conforme as tabelas, entre 2013 e 2015 o Simed arrecadou R$ 1.663.314,20 somente com contribuição sindical, imposto descontado do contra-cheque dos profissionais. No mesmo ofício, Janice Painkow enviou tabelas que apontam que o lucro líquido do sindicato em 2015 foi de R$ 771.131,45. O Simed, conforme a tabela, registrou no ano passado R$ 2.393.677,12 de receitas. E teve R$ 1.622.545,67 de despesas.

 “Mas, independente disso, nossa luta em relação ao processo eleitoral foi sempre no sentido de mais colegas votarem de forma presencial. Nossa proposta era de espalhar urnas para dez cidades do interior, mas o fato de termos conseguido que urnas fossem disponibilizadas para Araguaína e Gurupi já é uma grande conquista. Os colegas dessas cidades e dos municípios vizinhos poderão votar com tranquilidade e saber que seus votos chegarão a tempo e serão contabilizados”, finalizou Magalhães.

Por: Redação

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