Polí­tica

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A presidente da Comissão Permanente de Combate a Violência Contra a Mulher, deputada Amália Santana (PT), usou a tribuna da Assembleia na manhã dessa quarta-feira, 8, para repudiar veementemente os registros de violência como abusos sexuais registrados no Estado. Ela citou como exemplo o caso da servidora pública que foi violentada após sequestro em plena luz do dia, na Praça dos Girassóis, onde se situam os três poderes do Estado, ao mesmo tempo em que se noticiou um estupro coletivo no Rio de Janeiro.

Segundo a deputada, os atos que chocaram a sociedade são resultado da certeza da impunidade, do machismo arraigado e da cultura atrasada que maltrata e humilha a mulher diariamente. Ela também criticou o fato de muitos culparem as próprias vítimas, e enfatizou que não existe desculpa para justificar tamanho ato de violência. ”Tudo isso tem que ser considerado natural, normal? Mas não é. Não existe desculpa para justificar tamanha brutalidade”, disse.

Para a deputada, a máquina pública precisa ser mais ágil e oferecer mais segurança para que os bandidos não tomem gosto por este tipo de violência. “Esta cultura tem que ser mudada, pois a gente vê o medo das mulheres que não se sentem mais seguras em lugar nenhum”, completou.

Ao final, a deputada conclamou por justiça para todas as mulheres violentadas no País e disse que o assunto vai ser debatido em uma audiência pública que foi proposta conjuntamente com as parlamentares Valderez Castelo Branco e Luana Ribeiro.