Polí­cia

Foto: Divulgação Justiça encaminhou ao delegado Reginaldo Menezes Brito o mandado de prisão Justiça encaminhou ao delegado Reginaldo Menezes Brito o mandado de prisão

Em contato com o Conexão Tocantins, a analista judiciária, Roberta Franco de Andrade, 34 anos de idade, filha de Hebert Resende, assassinado em 1997, disse achar estranho a demora da polícia do Estado do Tocantins para cumprir o mandado de prisão contra Frederico Gayer Machado de Araujo, condenado a 12 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de seu pai em Goiânia/GO, em 1997. Frederico Gayer é de fato esposo da deputada estadual Luana Ribeiro (PDT-TO) com quem vive, mas teria, segundo informações de bastidores, oficialmente separado-se da deputada no ano passado logo após sua condenação. 

O crime aconteceu há 19 anos, e, segundo Roberta, foi o tempo em que Frederico Gayer utilizou de todos os recursos "procrastinatórios possíveis" para que ocorresse a prescrição da pretensão punitiva e se livrasse da cadeia. "Uma vez que a lei processual penal brasileira permite uma série de recursos, onde o réu, via de regra, pode recorrer em liberdade. Assim, aquele velho proverbio de que a “Justiça tarda mais não falha”, poderia ser o título dessa história triste", afirmou. 

A condenação a 12 anos e seis meses de prisão não agradou totalmente a família de Hebert Resende. "Depois desses longos anos, de fato temos a impressão é que a pena foi um tanto quanto branda", afirma a filha da vítima. Para a servidora pública, o anseio a família é que Frederico Gayer seja preso. "Verdade seja dita, o que realmente gostaríamos que acontecesse, na atual conjuntura, é que o assassino seja preso e cumpra a pena que lhe foi imposta, como dito, na forma da lei!", frisou Roberta Franco. 

A Polinter tem em mãos, desde o dia 25 de maio, mandado de prisão contra Frederico Gayer, mas até o momento não cumpriu. O mandado de prisão foi encaminhado pela justiça ao delegado Reginaldo de Menezes Brito. Para Roberta Franco, filha de Hebert Resende, o mandado deve ser cumprido e, caso não seja encontrado, que a autoridade policial, oficialmente, o reconheça como foragido. "Causa-nos certa estranheza essa demora por parte da autoridade policial competente que está de posse do mandado de prisão. Para nossa paz interior, assim como, para o bem da sociedade brasileira, esperamos que seja o mais rapidamente cumprido com a efetivação da prisão do assassino. Mas se o condenado não for encontrado, precisa-se que a autoridade policial, oficialmente, o reconheça como foragido", disse. 

Roberta reside no Distrito Federal e manifestou depositar confiança nas instituições do Estado do Tocantins, que, segundo ela, "somente agora participarão desse processo, no que tange a prisão do assassino. Assim, se qualquer cidadão tocantinense souber do paradeiro de Frederico Gayer, pedimos para comunicar às autoridades policiais, para que estas tomem as devidas providências", pediu. 

A viúva de Hebert Resende, Adriane Gavião, mora na Holanda e disse que assim que Frederico Gayer for preso, virá ao Brasil para visitá-lo na cadeia. Em entrevista ao Conexão Tocantins no dia 30 de maio, a viúva acusou Frederico de ter cometido outros crimes de assassinato, mas o advogado do réu rebateu em nota encaminhada e publicada pelo site. Nesta última quinta-feira, 9, Adriane entrou em contato com o Conexão Tocantins para dizer que está decepcionada com a demora na prisão de Frederico Gayer. "Estou bem decepcionada porque a gente contava que após esses longos dezenove anos, que ele fosse ser preso", afirmou a viúva que ainda desabafou: "quem souber o paradeiro dele que diga, para que o mandado possa se cumprir", disse.  

Secretaria de Segurança Pública 

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP/TO) voltou a informar ao Conexão Tocantins na manhã desta sexta-feria, 10 de junho, que a Polinter está trabalhando para cumprir o mandado de prisão de Frederico Gayer, mas não deu mais detalhes do por quê ainda não conseguiu cumprir a ordem judicial e também por quê ainda não o declarou foragido se não consegue localizá-lo para o cumprimento da medida judicial.