Economia

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A pesquisa que mede a intenção de consumo das famílias palmenses registrou neste mês o seu menor índice deste ano, 83,2 pontos. A queda, se comparada ao mês anterior, é de 2,2 pontos. Além disso, 72% dos entrevistados afirmaram estar comprando menos que no mesmo período do ano passado, 20,6% estão comprando igual a junho de 2015 e apenas, 7,3% estão consumindo mais. Esses dados são levantados mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio Tocantins.

A perspectiva de consumo para os próximos meses também não é boa. 52,8% acreditam que o consumo será menor quando comparado ao segundo semestre de 2015.

Para o presidente da Fecomércio, Itelvino Pisoni, o cenário está bastante preocupante. “Este índice já está abaixo de sua zona favorável, que é 100 pontos, há muito tempo. As famílias estão consumindo menos, possivelmente pela situação instável do país, tanto economicamente quanto politicamente. A insegurança faz com que as pessoas comprem somente o necessário e cortem supérfluos. E para completar, os preços de produtos da cesta básica estão subindo cada vez mais. A situação ainda é muito negativa para os empresários e para os consumidores também”, disse.

Outro dado negativo é a maioria (77,7%) afirmar que o acesso ao crédito está mais difícil e que consideram um mau momento para a aquisição de bens duráveis, como carros, eletrodomésticos, casas, etc (59,4%).

Mas em relação ao lado profissional e sua renda, as famílias estão confiantes. 65,8% dos entrevistados, ou seja, a maior parte, sentem-se mais seguros em seus empregos e 49,5% acreditam que a sua renda familiar está melhor do que no ano passado, no mesmo período. Em contrapartida, 45,9% não esperam uma melhora profissional para os próximos seis meses.

O dados foram colhidos nos últimos dez dias do mês de maio, com uma amostra de 500 famílias do município de Palmas.

Por: Redação

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