Opinião

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O inglês está em todos os lugares e aprender a língua já é meio caminho andado para o sucesso na profissão. Além dessa vantagem, estudar inglês – ou qualquer outro idioma – ajuda a ampliar os horizontes das crianças e motivá-las a ir além de suas capacidades e alcançar patamares mais altos ao longo de sua evolução. Nas escolas do Brasil, principalmente as públicas, o ensino do inglês ainda é um verdadeiro desafio. Uma pesquisa feita em escolas brasileiras espalhadas pelo país revelou que só um terço dos docentes tem certificado da língua inglesa. Para se ter uma ideia, professores se queixam do material didático e da falta de acesso à internet em sala de aula. Em geral, eles optam por levar equipamentos de sua própria casa, uma vez que a internet só está acessível para 25% deles.

Hoje, muitos professores utilizam a internet como auxiliadora no estudo de um idioma tão difundido no universo online como o inglês. São milhares de sites, plataformas de ensino online (Preply.com) e aplicativos que podem ser baixados em smartphones e computadores, sendo uma ótima ferramenta não só para aprender línguas, mas para conhecer os nativos. Escolas que não apostam na rede e ainda usam o método antigo de ensino – lousa e livros – diminuem de forma considerável a qualidade do ensino e o aprendizado se torna improdutivo.

A pesquisa também revelou que a maioria dos estudantes já passou por uma escola pública – ou privada – tendo aulas de inglês em paralelo, mas poucos conseguiram expressar-se na língua. De acordo com os dados que foram apresentados, cerca de 70% dos estudantes declararam ter conhecimento de nível básico na língua inglesa, menos de 5% alegaram saber falar o idioma e menos de 1% considera-se fluente no inglês. Ou seja, trata-se de um verdadeiro paradoxo. Todos os alunos estão estudando a língua, mas quase ninguém sabe colocar em prática o que aprende na sala de aula. Onde está o erro de tudo isso?

Primeiramente, vale ressaltar que muitas vezes nem o professor tem a chance de praticar o idioma que leciona, simplesmente porque não há apoio nem incentivo a programas de formação continuada na área. Dados da mesma pesquisa revelam também que apenas 45% dos professores têm acesso ao material didático, mas o material, muitas vezes, é avançado demais para os alunos. Em contraste, 37% dos professores preferem criar seu próprio método de ensino. Desde 2010, o governo vem considerando uma repaginada no ensino do inglês como questões sociais e econômicas, já que mais de 80% das crianças contam com o ensino da língua e para poder oferecer um nível de igualdade mais equânime a todos os cidadãos, padronizando a formação de professores e a proficiência na língua.

Por: Redação

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