Polí­tica

Foto: Divulgação Gaguim durante trabalhos na mesa diretora da Câmara dos Deputados Gaguim durante trabalhos na mesa diretora da Câmara dos Deputados

O deputado federal Carlos Gaguim (PTN-TO) registrou candidatura para concorrer à presidência da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 7, logo após a renúncia do agora ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estava afastado do cargo por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato e que foi acompanhada pelos 11 ministros da Corte Suprema.

Cunha é alvo de pelo menos cinco processos, além de ter sido afastado do comando da Casa. Ele é acusado de ter recebido US$ 5 milhões em propina para viabilizar contrato de navios-sonda da Petrobras, além de ter recebido propina oriunda da Petrobras em contas secretas no exterior. Ele também é acusado de usar o mandato para beneficiar aliados, além da suspeita de que atuou no desvio de recursos destinados à obra do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O deputado permanece com o mandato de deputado federal enquanto não é julgada sua possível cassação definitiva.

Articulação Gaguim

Carlos Gaguim afirma que tem total apoio da bancada do PTN e que vem conversando com vários deputados e outros partidos sobre sua candidatura. Em visita ao Conexão Tocantins no último dia 24 de junho o deputado chegou afirmar que seu nome estava forte nos bastidores e que sua candidatura teria o apoio de grande parte de deputados, principalmente do grupo definido como Centrão e entre os parlamentares de primeiro mandato, inclusive, sendo de sua iniciativa a idealização da Frente Parlamentar da Renovação, segundo afirma.

Segundo Gaguim, ele tem mantido conversas também com o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) que presidiu a Comissão de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara e com Jovair Arantes (PTB-GO) que foi o relator, ambos também cotados para concorrer à presidência da Casa.

O deputado tocantinense afirma que, caso venha ser eleito, dará dinamismo e agilidade às votações da Câmara dos Deputados necessárias para fazer o País voltar a crescer. Gaguim não descarta o apoio de nenhum partido para sua candidatura. “Você precisa me acompanhar um dia em Brasília, para você ver como minha relação é boa com todos os deputados”, diz o parlamentar tocantinense que já foi presidente por dois mandatos da Assembleia Legislativa do Tocantins e governador do Estado.  

A Eleição

Com a decisão de Eduardo Cunha de deixar a presidência da Câmara dos Deputados, o presidente em exercício da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA) terá que convocar nova eleição no prazo de até cinco sessões plenárias – deliberativas ou de debates com no mínimo 51 deputados presentes - para uma espécie de mandato-tampão onde o novo presidente eleito comandará a Casa até fevereiro do próximo ano quando, então, um novo presidente será eleito. A eleição pode acontecer no próximo dia 12, terça-feira.