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No total, até o momento, 10 deputados pretendem disputar a presidência da Câmara dos Deputados, entre eles o deputado do Tocantins Carlos Gaguim (PTN) que registrou ontem, 7, sua candidatura. O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) é cotado como favorito, por ter o apoio do Eduardo Cunha, a qual renunciou ao cargo, segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo. Outros quatro candidatos despontam como favoritos: Osmar Serraglio (PMDB/PR), Baleia Rossi (PMDB-SP), Fernando Giacobo (PR/PR) e Beto Mansur (PRB-SP).

Também são cotados e correm por fora na disputa os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), adversário político de Cunha que liderou a articulação para evitar salvação do deputado e tem apoio de parte do PMDB, Jovair Arantes(PTB-GO), Carlos Manato (SD-ES), Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O eleito presidente vai dirigir a Câmara dos Deputados durante "um mandato tampão", até o dia 1° de fevereiro de 2017, sem possibilidade de reeleição. 

Data da Eleição

Em uma reunião tumultuada, líderes partidários anteciparam a eleição para presidência da Câmara dos Deputados para terça-feira (12). A decisão contraria despacho do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que havia marcado sessão extraordinária para quinta-feira (14). 

Durante a reunião foi anunciado o cancelamento da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de segunda-feira (11) e sua transferência para terça, no mesmo horário da sessão para escolha do novo presidente da Casa.

Em razão disso, líderes do PT, PSDB, PSB, DEM, PDT e Rede se posicionaram contrários à escolha da data. Houve votação e por 280 votos a 134 venceu a maioria formada pelos líderes do chamado Centrão.

A reunião foi presidida pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), aliado de Cunha e líder do bloco que inclui PSC e PP, da base aliada do presidente interino Michel Temer. “A pauta aqui não é CCJ, mas a eleição da Casa”, disse.

Chacelaram a decisão os líderes do PMDB, PEN, PROS, PR, PRB, PV, PHS, SD, PTN, PTdoB e PSL. Com a decisão, os candidatos à presidência terão até as 12h de terça para registrar as candidaturas. A sessão de votação foi marcada para 13h59.

Manobra

Para os deputados, a decisão de realizar a sessão na terça-feira reforça a tese de que houve manobra com o governo em torno do processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na reunião de líderes, o líder do PROS e relator do recurso de Cunha na CCJ, Ronaldo Fonseca (DF), anunciou que Cunha aditou o recurso em trâmite na comissão.

“Desmarcaram a sessão de segunda da CCJ e jogaram para a terça. Agora querem marcar a decisão aqui para terça no mesmo horário da CCJ. Também anunciaram que houve um aditamento do recurso dele [ Cunha] e que isso vai jogar o resultado [do processo de cassação] mais para frente. Logicamente que isso tudo é um jogo combinado”, disse o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ).

Molon informou que os deputados vão recorrer da decisão do colégio de líderes. “Isso é uma vergonha e vamos sair dessa reunião.” Ele também afirmou que vão buscar assinaturas para realizar uma reunião extraordinária da CCJ na segunda-feira.

“Estamos apresentando um requerimento para convocar extraordinariamente a CCJ às 16h de segunda, de modo a votar o parecer do deputado Ronaldo Fonseca. Nos recusamos a participar dessa manobra, que é antirregimental e sequer poderia estar acontecendo”, concluiu. (Da redação com informações EBC) (Atualizada às 10h40)

Por: Redação

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