Polí­tica

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O deputado estadual Paulo Mourão (PT) usou a tribuna na manhã desta terça-feira, dia 23, para falar sobre a greve dos servidores do estado, iniciada desde o dia 9 de agosto. Os presidentes do Sintet, José Roque e do Sisepe, Cleiton Pinheiro, ocupavam a tribuna de honra, juntamente com servidores do movimento grevista, que também ocupavam as galerias do plenário. O deputado destacou a condição de falência dos recursos estaduais, em função do que ele classificou de má gestão dos governos. Paulo Mourão entende que a greve é legítima, considerando que os servidores reivindicam um direito legal que são as progressões e a data-base. O parlamentar propôs a criação de uma comissão ampla, para saber a real situação financeira do estado, para a partir daí o Estado fazer o compromisso de cumprir com a legalidade, que é pagar os seus trabalhadores.

A proposta do deputado é que a comissão seja formada pela Assembleia Legislativa com os sindicatos, da qual façam parte também um representante da OAB, um representante do Conselho de Economia do Estado e um representante do Conselho dos Contadores do Estado. O objetivo da comissão será fazer um estudo profundo das finanças do Estado para que possa ser sugeridas ao governo as prioridades. “Os servidores precisam ser prioridade, assim como a saúde, a educação, a segurança pública”, defende. “Só vamos resolver esse impasse grevista, reivindicatório, legal, se houver diálogo e transparência”, destacou.

No entendimento do deputado, caso não haja diálogo a greve não será contornada podendo perdurar prejudicando a sociedade que paga seus impostos. Paulo Mourão avalia que o estado precisa abrir o diálogo. “Vamos sugerir ao governo que melhore o diálogo com toda a classe trabalhadora e com a sociedade em geral”, frisou. “O servidor público não pode ser a grande vítima de erros de governos do passado ou do presente, é preciso fazer o enfrentamento desta situação porque causa-nos vergonha a cada momento servidor em greve, faltando médico, faltando condições de segurança, de educação no estado mais novo da federação”, afirmou. “É preciso respeito à sociedade, é preciso respeito ao trabalhador, não se admite a cada momento servidor em greve, a realidade deste estado precisa mudar, não é possível mais este tipo de situação em um estado novo como o Tocantins”, discursou.