Saúde

Foto: Nielcem Fernandes Alex Oliveira é captador de doadores do hemocentro e explicou que existem duas formas de transplante Alex Oliveira é captador de doadores do hemocentro e explicou que existem duas formas de transplante

Com o intuito de aumentar o número de doadores voluntários de medula óssea no Tocantins, o Hemocentro, em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc), realiza nesta semana, até dia 21 de outubro, das 8h às 12h e das 13h às 18h, o cadastro para doação de medula óssea em todas as unidades Sesc do Tocantins.

Durante a abertura que aconteceu no Centro de Atividades do Sesc/Palmas nesta segunda-feira, 17, a responsável pelo setor de Captação de Doadores do Hemocentro, Denis Gomes, falou da importância de fazer o cadastro. “A possibilidade de achar um doador não-parental de medula óssea chega a ser uma em 1 milhão a nível mundial, por isso temos que aumentar o número de cadastrados para poder oferecer esperança para pessoas que precisam. O transplante de medula óssea é a única esperança de cura para muitos portadores de leucemia e outras doenças do sangue. Por isso convido a todos a fazerem o cadastro, vamos colaborar com a vida e ser solidários”, disse.

Com o intuito de ajudar, a artista visual Marize Macedo, se solidarizou com a campanha. “Tenho amigos que já precisaram de doação e acho muito importante você se dispor a salvar uma vida, além do cadastro ser muito simples e rápido”, destacou.

Ondina Freitas é assistente social no Sesc e falou um pouco da parceria com o Hemocentro. “Essa semana estaremos com a equipe de profissionais do Hemocentro orientando e cadastrando doadores em Palmas, no Centro de Atividades, Mesa Brasil, Tênis Sesc e na sede administrativa 

Fecomércio/Sesc, além das unidades Sesc de Araguaína, Gurupi, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional. Nosso objetivo é conscientizar os colaboradores da instituição e usuários dos serviços prestados pelo Sesc”, reforçou.

Na ocasião, Alex Oliveira, que é captador de doadores do Hemocentro, explicou que existem duas formas de transplante. “Por punção direta na região da bacia, realizada com agulha quando retira-se 15% da medula do doador, e por punção de veia periférica, que é realizada por aférese, onde o sangue é filtrado. A forma de doação é uma decisão médica baseada na avaliação clínica do doador e do receptor”, esclareceu.

O que é necessário para se tornar um doador

-Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado de saúde.

-Será preenchida uma ficha com informações pessoais e coletada uma amostra de sangue com 5 ml para teste.

-Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA); que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no REDOME- Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea;

-Seus dados serão cruzados com os de pacientes que precisam de transplante de medula óssea. Se você for compatível com algum paciente; exames complementares de sangue serão necessários.

- Se a compatibilidade for confirmada; você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.