Meio Ambiente

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Um encontro de iniciativa da concessionária responsável pelo abastecimento de Palmas para tratar dos problemas ocasionados pelas centenas de ligações irregulares de água em quadras do Setor Taquari, na Região Sul da Capital, reuniu diversos representantes de órgãos das áreas de Segurança Pública, Saúde, Assistência Social e Meio Ambiente. A situação, relacionada a áreas não regularizadas que passam por invasões, tem trazido transtorno à população já que o furto de água, além de crime, compromete a qualidade do serviço e tem deixado moradores com ligações regulares com o abastecimento prejudicado e expostos a riscos de saúde.

Segundo Rodrigo Lacerda, gerente operacional da Odebrecht Ambiental | Saneatins em Palmas, a reunião é uma tentativa de concentrar as frentes responsáveis por coibir a prática, buscando uma solução para a situação. “Constantemente, como parte de nossa rotina de trabalho, retiramos as ligações irregulares e informamos sobre os riscos que essa prática traz inclusive para a saúde de quem faz a ligação irregular. Mas, precisamos também que as notificações que fazemos à delegacia especializada resultem em autuações dos responsáveis pelas fraudes, além de uma ação para coibir essa prática”, explica.

Crime

Durante a reunião ficou ressaltado o caráter criminoso das intervenções na rede de água para fazer uso do serviço público de forma clandestina. Presente na reunião, o Delegado Fábio Augusto Simon, corregedor-geral da Polícia Civil, representando o secretário de Segurança Pública do Estado, Cesar Roberto Simoní, ausente por motivo de viagem .“A situação exposta pela concessionária no que tange ao uso irregular de água é grave. Pode configurar os crimes de furto e dano ambiental e, em alguns casos, pode resultar em prisão em flagrante do autor. A Polícia Civil irá acompanhar a situação, inclusive com atuação pericial, para identificar os responsáveis”, esclareceu Simon.

Saúde

O risco de contaminação da água a partir das fraudes também foi reiterado pelos participantes. Cláudio Flatin, coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde, também qualifica como positiva a iniciativa da reunião e destaca as próximas ações. “A preocupação da empresa em expor a situação, que é um problema também de saúde pública, é sim positiva. Uma ação imediata será a orientação, repassada pelos agentes da Unidade de Saúde da Família (USF) da região sobre os riscos que as pessoas se expõem ao fazer uso de água através de fraudes”, explica Flatin.

Participaram da reunião representantes da Secretaria de Segurança Pública,  Vigilância Sanitária, Delegacia Especializada em Furtos de Água e Energia, Defensoria Pública, Agência Tocantinense de Regulação (ATR), Fundação do Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação. 

Por: Redação

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