Saúde

Foto: Valdo França Assistente hospitalar do HGP, Priscila Amaral Martins, disse que vê o cadastro como uma maneira de ajudar pessoas Assistente hospitalar do HGP, Priscila Amaral Martins, disse que vê o cadastro como uma maneira de ajudar pessoas

O transplante de medula óssea é uma modalidade de tratamento indicada para pessoas que têm doenças relacionadas a fabricação de células do sangue e/ou deficiências no sistema imunológico. Para aumentar a quantidade de doadores voluntários de medula óssea no Estado, o Hemocentro da Capital realizou nessa quinta-feira,17, Cadastro de Doação de Medula Óssea no auditório do Hospital Geral de Palmas (HGP). Só no Tocantins são 35 mil voluntários cadastrados e até momento um doador não – parental.

A assistente hospitalar do HGP, Priscila Amaral Martins, disse que vê o cadastro como uma maneira de ajudar pessoas. “É  importante não só por ter vivenciado problemas de saúde na minha família, mas também porque já trabalhei  no ambulatório de oncologia onde tive acesso aos pacientes. Além disso, para cadastrar é fácil, uma simples “picadinha” e você tem a certeza que pode ajudar alguém”, afirmou.

Já Leandro Bispo da Silva atua no Núcleo de Educação Permanente do HGP e ficou motivado por meio da equipe de trabalho. “Fui incentivado pelos meus colegas sobre a importância de ser voluntário  e tenho certeza que isso vai ajudar alguém”, afirmou.

De acordo com a responsável pelo Setor de Captação do Hemocentro Coordenador, Denis Gomes, quanto mais cadastros são feitos, maiores são  as chances de aparecer alguém compatível, sabendo que a possibilidade de compatibilidade é uma em um milhão. “Este cadastro irá beneficiar pessoas que possuem doenças que comprometem a produção do sangue. Nós, brasileiros, estamos em terceiro lugar no ranking mundial de cadastro de medula óssea, mas é necessário aumentar este cadastro”, destacou.

Denis ainda ressaltou a necessidade das empresas e instituições ajudarem o Hemocentro e o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), sistema instalado no Instituto Nacional de Câncer (Inca) que cruza as informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados com as dos pacientes que precisam do transplante.

Os interessados em realizar este gesto de amor e salvar vidas devem procurar os hemocentros com documento de identidade.

Como posso doar?

Para fazer o cadastro, o voluntário necessita ter entre 18 e 54 anos de idade 11 meses e 29 dias e estar em bom estado de saúde. O sangue será tipado, que é um teste em laboratório para identificar seu tipo HLA (tipo de medula). Se identificado algum paciente compatível, outros testes sanguíneos serão necessários. Caso a compatibilidade seja confirmada, você será consultado para decidir a doação O doador ficará cadastrado até 60 anos. É necessário manter o cadastro sempre atualizado.